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Crise da laranja não chega ao Paraná

Modelo cooperativista ajuda o Estado a manter o mercado equilibrado.

 

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Enquanto alguns produtores de laranja do estado de São Paulo deixam as frutas apodrecerem no pé neste início de safra, já que o custo com a colheita não tem compensado os baixos preços pagos pelas indústrias de suco, os paranaenses ainda conseguem sobreviver com a atividade e obter, mesmo que pouco, um certo retorno com a comercialização da fruta.

 

O modelo de produção paranaense, baseado no cooperativismo, pode ser um dos fatores que mantém o mercado consolidado no Estado, segundo avalia Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De acordo com o especialista, a facilidade de comercialização da produção, somada à compra de insumos mais baratos, eleva a competitividade do produtor paranaense.

 

“O produtor do Estado tem conseguido uma boa remuneração com os contratos estabelecidos”, comemora o especialista. Em São Paulo, conta Andrade, 50% da produção de laranja pertence à indústria, enquanto que no Paraná entre as as maiores empresas do setor estão as formadas pelos próprios produtores, como a Cooperativa Cocamar.

 

Segundo dados do Deral, o valor da caixa de 40,8 quilos tem fechado na casa dos R$ 8, produto comercializado para a indústria. Na média de maio, o preço médio pago ao produtor paranaense fechou em R$ 10/cx, valor que chega a cobrir os custos de produção. Já em São Paulo, segundo o último levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), realizado ontem, o preço médio oferecido ao produtor pela caixa fechou em R$ 6. Porém, pequenas indústrias chegaram a pagar a R$ 7 pela caixa.

 

 

Otacílio Campiolo, produtor na região de Rolândia, não sabe ainda o quanto vai receber pela caixa nesta safra, mas acredita que o valor deverá ser acima dos custos de produção. O citricultor de Rolândia começa a colher no próximo dia 23 de junho e espera uma produção de 1,6 mil toneladas da fruta, volume equivalente ao da safra passada.

 

Campiolo conta que o volume estimado poderia ser maior se não fosse pelo fato de que uma parte do pomar se encontra em processo de formação. “Na laranja, ainda estamos dentro de uma margem de preços sustentáveis”, salienta o agricultor. Ao todo, o citricultor possui 23 mil pés de laranja, cuja produção é comercializada diretamente com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial.

 

Produção:

Nos últimos anos o Paraná passou de quinto maior produtor brasileiro para terceiro, ficando somente atrás de São Paulo, que corresponde a 73% da safra brasileira e Bahia. A produção paranaense corresponde a 6% do total nacional. Nesta safra, a estimativa é de que sejam produzidas entre 1 milhão e 1,1 milhão de toneladas da fruta, índice equivalente ao da safra anterior. “O produtor paranaense acredita no setor” destaca Paulo Andrade, especialista do Deral.

 

Fonte: Folha Web. Autor: Ricardo Maia.

Equipe Agron

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