Pesquisa brasileira está em expansão

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No Brasil, as pesquisas que buscam alimentos mais nutritivos está em plena expansão, segundo avalia Adriana Brondani, bióloga e diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). Uma dessas inovações, destaca, é uma nova variedade de arroz rica em betacaroteno, que ainda está em fase de análise, além da alface enriquecida com ácido fólico já mencionada anteriormente.

 

A pesquisadora salienta que a tendência é que esse tipo de pesquisa seja cada vez mais comum, visando trazer melhorias nos aspectos nutricionais dos alimentos, sem causar danos ambientais. “A transgenia entrou para resolver problemas agronômicos, pois só agora começou a focar na questão nutricional”, explica Adriana. Ela completa que essa nova fase da ciência surgiu da necessidade por produtos com alto teor nutritivo.

 

Adriana observa que os organismos geneticamente modificados voltados para o setor agronômico surgiram primeiro por causa das necessidades do campo, que enfrentavam grandes perdas com pragas e doenças. Só agora, com o ambiente relativamente equilibrado, a pesquisadora explica que a ciência começa a entrar nessa seara.

 

Ela recorda que a legislação brasileira que regulamenta o uso da biotecnologia atrasou muito a evolução do Brasil nesse segmento. Segundo Adriana, antes da regulamentação da Lei n° 11.105, chamada de Lei da Biossegurança, o processo para liberação de pesquisa era muito mais difícil. Por causa disso, avalia ela, o Brasil está bem atrás dos países de primeiro mundo.

 

A bióloga salienta que para aprovar um produto são necessários anos de pesquisas e muito conhecimento sobre os materiais que estão sendo desenvolvidos. Hoje, endossa Adriana, o Brasil já possui um histórico preparado de organismos geneticamente modificados. (R.M.)

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Fonte: Folha Web.


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