Agricultura e pecuária orgânica são piores para o clima

Saiba mais sobre orgânicos (A teoria insustentável dos alimentos orgânicos) Revista Agron – Maio 2018 – Nº 61 – Ano 06.

Ao mesmo tempo em que reduz as emissões diretas de gases prejudiciais, aumenta outros fatores.

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As práticas orgânicas podem reduzir os impactos climáticos gerados pela agricultura, algo que seria fantástico se não exigissem mais terras para produzir a mesma quantidade de alimentos. Eliminar mais pastos e florestas para produzir comida suficiente para compensar essa diferença liberaria muito mais gases de efeito estufa do que essas práticas poderiam reduzir, de acordo com um novo estudo da Nature Communications.

Outra pesquisa recente também conclui que a agricultura orgânica gera mais poluição climática do que as práticas convencionais quando a terra adicional necessária é levada em consideração. No trabalho da Nature, pesquisadores da Universidade de Cranfield (Reino Unido) analisaram essa questão para ver o que aconteceria se toda a agricultura na Inglaterra e no País de Gales fosse feita através de práticas orgânicas.

A boa notícia é que reduziria as emissões diretas de gases de efeito estufa do gado em 5% e das lavouras em 20% por unidade de produção. A má notícia é que a produção seria reduzida em cerca de 40%, o que forçaria os britânicos a importar mais alimentos do exterior. Se metade da terra necessária para atender à demanda fosse obtida de pradarias, que armazenam carbono nos tecidos, raízes e solo das plantas, as emissões gerais de gases de efeito estufa aumentariam 21%.

A agricultura orgânica evita o uso de fertilizantes sintéticos, pesticidas e organismos geneticamente modificados. Todos esses elementos são comumente usados para aumentar a quantidade de culturas produzidas. Pelo contrário, esse tipo de prática depende do esterco animal e do composto, além de práticas como a rotação de culturas, que envolve o cultivo de diferentes plantas ao longo do ano para melhorar a saúde do solo.

O estudo observa que esses elementos produzem menos emissões que os fertilizantes sintéticos à base de nitrogênio, que incluem óxido nitroso, um gás de efeito estufa altamente potente. Além disso, o uso de esterco e o cultivo rotacional podem aumentar a quantidade de carbono armazenada no solo.

FONTE: AGROLINK – Leonardo Gottems.

Otavio Culler

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