Indústria de soja é firme no compromisso com sustentabilidade, diz Abiove.
Em nota, entidade diz que acompanha com cautela discussões sobre a Amazônia e reforça sua participação em programas de boas práticas na produção.
A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), que representa as processadoras de soja do Brasil, informou, nesta quinta-feira (22/8) que está acompanhando com cautela as discussões sobre a situação da Amazônia brasileira. E afirmou que “continua firme” em seus compromissos relacionados à sustentabilidade da cadeia produtiva do grão no país.
Em nota, a entidade lembra que a legislação ambiental brasileira é muito rigorosa e que o compromisso da indústria de soja é com uma agenda que valorize a produção sustentável e promova o reconhecimento internacional do agronegócio brasileiro. “O combate ao desmatamento associado à produção da soja é, e sempre será, tratado como prioridade pela entidade”, diz a Abiove, na nota.
A entidade menciona entre as principais iniciativas em prol da sustentabilidade a Moratória da Soja, compromisso assinado pela própria indústria e representantes da sociedade civil para inibir a compra do grão oriundo de áreas de desmatamento na região amazônica. E lembra que há procedimentos de controle de origem de produtos e auditorias independentes que garantem o cumprimento do acordo.
“O setor monitora o plantio de soja em áreas desmatadas e com estas informações em mãos, as empresas associadas à ABIOVE garantem uma política de desmatamento zero há mais de uma década. Por meio de procedimentos de controle de origem e auditorias independentes validadas pela sociedade civil, as empresas não adquirem nem financiam soja de fazendas em que tenha sido detectado desmatamento”, afirma a Abiove, no comunicado.
A Associação reforça ainda sua participação no Protocolo de Grãos, assinado junto ao Ministério Público Federal, programas de certificação de boas práticas agrícolas e controle diário de rastreabilidades em áreas embargadas por desmatamento ilegal.
“Cabe ressaltar a coordenação pelo setor privado no Grupo de Trabalho do Cerrado – GTC que atua no monitoramento do Bioma Cerrado com o objetivo de eliminar o desmatamento ilegal associado diretamente à soja e está desenvolvendo um mecanismo de pagamentos por serviços ambientais para os produtores que preservam”, diz o comunicado da entidade que representa a indústria de soja.
FONTE: REDAÇÃO GLOBO RURAL.
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