Ambiente regulador de pesticidas

América Latina vê melhorar ambiente regulador de pesticidas. Situação no Brasil é positiva.

América Latina, um mercado de pesticidas importante no mundo, não se recuperou totalmente da crise nos últimos anos, mas o ambiente regulatório, políticas e regulamentos de pesticidas estão passando por mudanças significativas, especialmente no Brasil, segundo afirmou Christina Xie, do portal AgroPages.com. De acordo com ela, a entrada em funcionamento do novo governo e a iminente introdução de uma nova lei sobre agrotóxicos, a indústria brasileira de agrotóxicos deve inaugurar uma nova etapa de desenvolvimento sob a influência de uma série de políticas favoráveis.

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“O glifosato, como herbicida mais vendido no mundo, tem sido afetado por notícias negativas ao longo dos anos. Em fevereiro deste ano, houve mais avanços neste caso, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu que não há evidências científicas que indiquem que o glifosato é carcinogênico ou que apoie a proibição do glifosato no Brasil. No entanto, a Anvisa propôs algumas restrições ao uso do glifosato para aumentar a segurança dos operadores”, comenta.

De acordo com Bruno Gentleman Breitenbach, chefe da Divisão de Registro de Produtos Formulados da Secretaria de Defesa Agropecuária, “O registro de produtos menos tóxicos é resultado da política do governo federal de priorizar a análise dos processos de registro desses produtos”. Nesse cenário, o deputado Luiz Hiloshi Nishimori, que é relator de uma nova lei sobre registro de pesticidas, afirma que o processo de registro demorado no Brasil deverá ser muito mais agilizado.

“O projeto de lei não facilita o registro desses produtos, mas inclui critérios objetivos na avaliação, respeitando as metodologias científicas, que garantem a competitividade da agricultura brasileira sem dispensar os aspectos de segurança dos produtos. Além disso, também reforça o compromisso do governo com a transparência e as melhores práticas regulatórias”, conclui.

Fonte: Leonardo Gottems – Agrolink.

Carine Colim

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