Água: Uso de bioindicadores e biomonitoramento

Equipe analisa uso de bioindicadores de qualidade da água de Costa Rica e do Brasil.

Bert Kohlmann, professor da Universidad Earth, de Costa Rica, está na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) para falar sobre seu trabalho com bioindicadores e biomonitoramento em rios tropicais.

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Conforme o professor, o motivo principal dessa visita é colaborar e conhecer o grupo de trabalho da pesquisadora da Embrapa Kathia Sonoda com macroinvertebrados para determinar a qualidade da água, sobretudo de rios.

“Há muitos anos trabalho com esse tema e é muito bom conhecer a pesquisa de outros pesquisadores e poder colaborar e trabalhar juntos”, diz.

“Em Costa Rica, começamos a utilizar um ponto de vista em um tipo de análise com grupos funcionais de alimentação e tivemos muito bons resultados”. Como alguns insetos são novos, o professor gostaria de comparar e conhecer o que é encontrado no Brasil para verificar se há concordância entre os dados dos dois países tropicais.

Ao mesmo tempo, visitou outros laboratórios da Unidade, como o Quarentenário Costa Lima.

“Notei que há muitas possibilidades de realizarmos estudos em conjunto. Além desse tema, trabalho também com bioindicadores de qualidade do solo e de sua importância na vegetação natural, além de interpretação de fotos espaciais e com a elaboração de atlas de biodiversidade”.

Kohlmann ressaltou também, que em sua missão ao Brasil, estará recrutando alunos para pós-graduação para atuarem nos projetos desenvolvidos na Costa Rica e com parceria com outros centros de pesquisa internacionais. É uma boa oportunidade aos estagiários e/ou bolsistas para um intercâmbio.

Conforme Kathia, “essa parceria é importante para as pesquisas com macroinvertebrados aquáticos e especialmente em relação à funcionalidade desse grupo no ecossistema em que vivem porque a troca de experiências entre pesquisadores de países tropicais possibilita um melhor entendimento do que encontramos em nossas pesquisas, que muitas vezes vão contra ao que é apresentado por pesquisadores de países e clima temperado, como pode ser observado durante a palestra oferecida pelo professor.

“Os resultados de sua pesquisa apontam que grupos reconhecidos mundialmente como indicadores de boa qualidade ambiental em países europeus, não apresentaram este padrão na Costa Rica e no Brasil, quebrando um paradigma. Esta concordância nos resultados confere maior robustez aos resultados apontados pelos dois grupos latino americanos”, conclui Kathia.

Passando conhecimento

O professor falou também a estudantes e química e biotecnologia do Colégio Técnico Poli-Bentinho de Campinas, SP, atendidos pelo Programa Embrapa & Escola, em 20 de agosto, na parte da manhã, no Laboratório de Ecossistemas Aquáticos.

Fonte: Embrapa Meio Ambiente.

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