Transformação de resíduos em adubo orgânico

Entidade aponta como transformar resíduo em adubo orgânico.

De restos de frutas a camas de criações podem servir de matéria-prima.

Produção resulta em impactos sociais, econômicos e ambientais positivos.

Trabalho do pesquisador Ivo de Sá Motta, da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, aponta como agricultores podem produzir fertilizantes orgânicos a custo relativamente baixo a partir de restos de frutas, verduras, cascas de ovos, resíduos de palhas, camas de criações, esterco e resíduos agroindustriais, utilizando técnicas de compostagem e vermicompostagem.

“Os resíduos transformados em insumos agrícolas por meio dessas duas práticas reciclam resíduos locais e contribuem para o aumento da capacidade produtiva dos solos, diz o pesquisador. Ele comenta que esses materiais, no caso da compostagem, são decompostos por microorganismos, como fungos e bactérias, e na vermicompostagem, pela ação das minhocas, desde que estejam com a umidade adequada e na presença de ar.

“Se o produtor rural não tiver equipamentos, tais como trator com pá carregadeira, composteiras ou carretas para enleiramento do material para a preparação do composto ou vermicomposto, a operação pode ser realizada manualmente com forcados ou gadanhos, curvos e retos; enxadas, pás e carrinho de mão”, afirma.

Como consequência, estão os impactos sociais, econômicos e ambientais positivos. “Já que as famílias poderão produzir seu próprio fertilizante (orgânico), diminuir custos na propriedade e até mesmo aumentar a renda, além de conservar o solo e a água dos rios e de lençóis freáticos”, destaca Motta.

Os produtos da compostagem e vermicompostagem podem ser utilizados em cultivos intensivos diversos, tais como hortas, pomares, ervas medicinais, floricultura e condimentares, como adubo orgânico, húmus liquido ou chá de composto e substrato para mudas.

Benefícios

Entre as vantagens no uso da adubação orgânica, estão a melhoria da fertilidade do solo, por fornecer nutrientes para as plantas, assim como nutrientes e energia para os organismos benéficos do solo; o aumento da infiltração e o armazenamento de água e aeração do solo entre outros.

“Podemos dizer que o “composto” e o “húmus de minhoca”, melhoram os atributos químicos, biológicos e físicos do solo. Quando utilizamos o composto (ou húmus) ao invés de estercos temos os seguintes benefícios: maior rendimento devido à utilização de restos vegetais, eliminação de sementeira de plantas invasoras e microorganismos patogênicos devido ao aumento da temperatura no interior da pilha durante o processo de decomposição, além de fornecer para o solo e a planta um adubo mais elaborado, prontamente disponível”, destaca.

Entre os insumos produzidos temos os substratos para mudas, que além de baixo custo por serem produzidos com recursos locais, possibilitam a produção de mudas com qualidade, em substratos, tubetes ou sacos plásticos.

Fonte: Agrodebate.

Equipe Agron

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