Mosca do estábulo é preocupante diz MPE e BIOSUL

Os Ministérios Públicos Estadual e Federal, e a Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (BIOSUL) se reuniram nesta segunda-feira (09.02), no prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, para discutir formas de combater a mosca do estábulo (Stomoxys calcitrans), em diversos municípios do estado.

Na reunião foi discutido uma ação conjunta sobre os impactos ambientais decorrentes do uso de subproduto da cana-de-açúcar, em especial, do uso da vinhaça no processo de fertirrigação (técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado), que consequentemente tem aumentado a proliferação da mosca do estábulo, causando surtos em determinadas regiões o que vem sendo objeto de Inquéritos Civis, assim como a necessidade de resolver o surto da doença buscando soluções técnicas para prevenção de eventuais danos ambientais decorrentes do manejo da vinhaça, pois a aplicação deste produto, utilizado como adubo, deve ser usado com muita responsabilidade com o fim de evitar o impacto ambiental. Também ficou firmando que outras reuniões serão realizadas para debater o assunto.

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A mosca do estábulo tem como hospedeiros a maioria dos animais e é responsável por causar prejuízos de grande impacto econômico nas cadeias produtivas da pecuária bovina e sucroalcooleira do país. Os restos alimentares e o vinhoto, que é um subproduto da indústria canavieira, atraem e estimulam a postura de ovos, bem como podem criar-se em palhas e restos de culturas, que permanecem no campo por algum tempo, principalmente se estes materiais encontrarem-se fermentados ou umedecidos com urina e fezes de animais.

Participantes

A reunião entre o MPMS e o MPF foi presidida pela Procuradora de Justiça, Marigô Regina Bittar Bezerra, Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso do Sul (CAOMA) e contou com a participação do Promotor de Justiça Eduardo Franco Cândia, Assesor do Núcleo Ambiental vinculado aos Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, da Habitação e Urbanismo e do Patrimônio Histórico e Cultural.

Participaram ainda da Reunião, o Procurador da República, Marco Antônio Delfino de Almeida; os Promotores de Justiça Leonardo Dumont Palmerston (Ivinhema) e Estefano Rocha Rodrigues da Silva (Maracaju), os assessoras Luciene Ramos, Flávio César de Pauli e Mariucha Segatto Chadid, e os técnicos do Daex, Maria Luiza Ribeiro Marques e Daniel dos Santos.

Fonte: Capital News.

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