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Fim da missão Rosetta pode revelar origem dos cometas

Agência Espacial Europeia (ESA) escolheu região do cometa que receberá novo pouso, em 30 de setembro.

Em duas semanas, a missão Rosetta, que fez o pouso histórico em um cometa, deve terminar de forma espetacular. Uma nova aterrissagem será feita em uma região do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko que pode guardar chaves para o mistério sobre a formação desses corpos celestes, criados no princípio do sistema solar.

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“O local apresenta intrigantes composições granulosas, de cerca de um metro, que os cientistas acreditam que podem ser assinaturas de estruturas que, reunidas, deram origem ao cometa nas primeiras fases da formação do sistema solar”, explicou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), responsável pela missão Rosetta, em comunicado.

O fim de Rosetta

A jornada da sonda Rosetta, que liberou o robô Philae para o primeiro pouso feito em um cometa, em 2014, estava programada para acabar em 2015, mas os astrônomos decidiram ampliar a missão. Um novo pouso no cometa, dessa vez da sonda Rosetta, poderia ajudar os cientistas a colher novos dados sobre a composição e formação desses objetos. Em 30 de junho, a ESA oficializou a decisão e marcou a data da aterrissagem para 30 de setembro. Faltava apenas escolher o lugar.

A região escolhida para receber Rosetta é chamada Ma’at, nome de uma antiga deusa egípcia relacionada à harmonia e ordem, e está na “cabeça” do 67P. O lugar fica no menor dos dois lóbulos do cometa, e abriga várias fossas ativas de mais de 100 metros de diâmetro e entre 50 e 60 metros de profundidade, que expelem diversos jatos de pó.

A manobra para o pouso vai começar em 29 de setembro: Rosetta fará uma lenta queda livre rumo ao cometa para maximizar o número de medições científicas que poderão ser feitas e enviadas à Terra antes do impacto.

Desde 9 de agosto, a sonda está traçando órbitas elípticas cada vez mais próximas do corpo celeste e, durante o último sobrevoo, poderia ficar a um quilômetro da superfície, uma distância nunca atingida, que possibilitaria novas observações com grande riqueza de detalhes.

Missão

A sonda Rosetta realizou um longo percurso pelo sistema solar, que começou em 2 de março de 2004 e cobriu 6,4 bilhões de quilômetros até chegar ao cometa, em agosto de 2014. Em novembro de 2014 o módulo Philae aterrissou sobre a superfície gelada do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, após separar-se da sonda mãe Rosetta.

“Embora a Rosetta esteja sobrevoando o cometa há dois anos, nosso maior desafio será mantê-la operacional sem problemas durante as últimas semanas da missão no entorno imprevisível deste cometa, e tão longe do Sol e da Terra”, explicou o responsável de operações da sonda para a ESA, Sylvain Lodiot.

Fonte: Veja Online.

Otavio Culler

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