Categories: Ciência e Tecnologia

Produção de inseticidas agrícolas

Projeto utiliza compostos de sementes do Pantanal na produção de inseticidas agrícolas.

Na busca por alimentos livres de veneno agrotóxico, pesquisadores de Mato Grosso do Sul vêm trabalhando em uma alternativa natural para o controle das pragas agrícolas que comprometem a produção e o desenvolvimento das lavouras do Estado.

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A equipe da pesquisadora Maria Ligia Rodrigues Macedo trabalha desde 1993 na obtenção de compostos bioativos com potencial inseticida. Esses compostos são isolados basicamente de sementes do cerrado e pantanal.

Dentre os compostos bioativos estudados, destacam-se os inibidores de proteinases ou inibidores enzimáticos. De uma forma simples podemos dizer que esses inibidores enzimáticos agem sobre as enzimas dos insetos abolindo ou minimizando sua capacidade de ação, ocorrendo assim uma ineficiência no processo digestivo do inseto.

“Os inibidores agem sobre diversas pragas. O que determina o tipo de inseto é a família a que os inibidores de proteinases pertencem, por exemplo, inibidores de enzimas serínicas atuam mais sobre as traças de farinha e lagarta do cartucho, os inibidores de enzimas cisteínicas atuam mais sobre os besouros que atacam os feijões”, afirma Maria Ligia.

De acordo com a pesquisadora, dezenas de inibidores de proteinases já foram isolados e avaliados em relação à sua ação inseticida.

“Neste momento estamos analisando os mecanismos de ação desses inibidores em relação aos insetos estudados. Sabendo que genes estão associados à defesa do inseto, podemos buscar estratégias para abolir a ação desses genes. Além das pragas agrícolas, nosso grupo está dedicando-se ao combate do Aedes Aegyptis. Nós isolamos dois inibidores de proteinases que foram capazes de inibir o desenvolvimento do mosquito, esses dados deram origem a um depósito de patente”, conclui a pesquisadora.

O projeto de pesquisa conta com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect).

Participam do projeto 12 pesquisadores brasileiros e um espanhol. As Instituições envolvidas são: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal de Pernambuco, ESALq/USP, USP, EMBRAPA e Universidad Complutense de Madrid.

Fonte: Fundect.ledes.net / Texto: Diogo Rondon.

Carolaine

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