Os investimentos em tecnologia, assistência técnica e uso racional da água na fruticultura permitiram que os perímetros de irrigação geridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Minas Gerais, encerrassem 2014 com incremento próximo a 5% em faturamento, totalizando R$ 277 milhões. O ano passado foi considerado desafiador para a região que, pelo segundo ano consecutivo, enfrentou problemas com a seca. Os principais cultivos na área são de banana, manga, mamão e limão.
Apesar do resultado favorável observado em 2014, as expectativas em relação a este ano são cautelosas. As chuvas registradas nos perímetros de Gorutuba e Lagoa Grande neste ano não foram suficientes para recuperar as bacias hidrográficas da região, com isso, os produtores estão enfrentando novo racionamento, com redução de 30% na oferta de água. Somente nessas localidades é esperada quebra entre 10% a 15% na produção. Nos demais perímetros, Jaíba e Pirapora, as chuvas foram suficientes e a produção deve manter o crescimento.
De acordo com o gerente da Área de Irrigação da 1ª Superintendência Regional da Codevasf em Montes Claros (Norte de Minas), Paulo Roberto de Carvalho, os investimentos em tecnologia e a maior conscientização dos produtores foram fundamentais para que os resultados, mesmo em período de seca, fossem favoráveis. Os aportes permitiram a melhor eficiência da irrigação, com ênfase na fruticultura, impactando principalmente nas culturas da banana, limão, manga e mamão, todas com cultivos permanentes nos quatro perímetros irrigados.
“A fruticultura é uma atividade rentável, o que permitiu que os produtores investissem em tecnologias de ponta. Com isso, foi possível minimizar os efeitos da seca. O que contribuiu também para o resultado positivo foi a maior conscientização dos produtores, que além de aprimorarem o sistema de irrigação, têm racionado o uso do recurso natural”, explica.
Receita – Segundo dados divulgados pela Codevasf, a receita global aumentou cerca de 5% em 2014, passando de R$ 264 milhões para R$ 277 milhões. O destaque ficou por conta dos perímetros Lagoa Grande e Pirapora, que, apesar de terem diminuído as áreas cultivadas em 2014, tiveram aumento na receita de 60% e 17%, respectivamente, apostando em assistência técnica, especialmente para a fruticultura.
“Diante da escassez de água, o que limitaria a irrigação em todas as localidades, os produtores decidiram priorizar as áreas com maior potencial produtivo. Assim foi possível, com o uso de tecnologias e assistência técnica, ampliar a produtividade e os ganhos”, ressalta Carvalho.
Mesmo com a escassez de água nos rios e córregos da região, houve aumento da produção, que saiu de 241 mil toneladas em 2013 para 251 mil toneladas em 2014, aumento de 4,14%. Ao todo são 2.809 famílias de agricultores instaladas nos perímetros Jaíba, Gorutuba, Pirapora e Lagoa Grande, todos no Norte de Minas e boa parte em região de semiárido.
Para o superintendente da Codevasf em Montes Claros, Dimas Rodrigues, o desempenho positivo em 2014 reflete a visão empreendedora dos agricultores da região. “Eles aprenderam a lidar com situações difíceis e a conviver com os sucessivos períodos de estiagem. Em 2014, a saída encontrada pelos irrigantes, principalmente os mais de 2,3 mil que atuam nos perímetros Jaíba e Gorutuba, foi a busca pelo aumento da produtividade e por melhores preços para as produções”, diz.
Fonte: Diário do Comércio.
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