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Produtores investe em robôs para fazer a ordenha

Produtores gaúchos investem em robôs para fazer a ordenha.

 

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Cerca de 70 produtores dos vales do Rio Pardo e Taquari deixarão de lado o trabalho braçal e diário de tirar leite das vacas. Eles delegarão a tarefa a um equipamento ainda inédito no Rio Grande do Sul. A ordenha robotizada deve entrar em operação no primeiro semestre de 2015, quando serão instalados os três primeiro de 12 equipamentos importados da Suécia pela Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel).

 

A cooperativa implantará quatro condomínios automatizados (em Nova Bréscia, Arroio do Meio, Candelária e Roca Sales), com investimento de R$ 16,4 milhões. Além de tornar a captação de leite mais eficiente, o sistema reduz o problema da falta de mão de obra e reúne as informações do rebanho na tela do computador.

 

“O grande diferencial é que os criadores terão controle total do rebanho”, ressalta Gilberto Piccinini, presidente do conselho de administração da Dália, marca operada pela Cosuel.

 

Também é considerada inovadora a associação de pequenos produtores em um mesmo espaço. Pelo Programa Associativo de Produção Leiteira, a infraestrutura, a tecnologia e a administração técnica são responsabilidade da cooperativa.

 

Os produtores são sócios do empreendimento e responsáveis pela aquisição das vacas e pela alimentação por meio da venda de silagem para a associação. Eles adquirem cotas, de acordo com o número de animais que alojarão, pagam aluguel e recebem o valor da venda de leite correspondente a sua participação.

 

Mais novo entre os membros do futuro condomínio de Nova Bréscia, Ricardo Schena, 25 anos, está ansioso para conhecer o equipamento. “Já pesquisei sobre o sistema e acho que vamos ter mais qualidade de vida e também leite melhor”, disse Ricardo.

 

Com gestão compartilhada, passam a ser melhor utilizados os equipamentos, a mão de obra e o tempo. O sistema permite que as vacas circulem livremente pelo estábulo e, ao passarem pelo robô, o equipamento identifica se está pronta para a ordenha, se precisa de suplementação, de comida ou água ou se está com algum sintoma anormal. Assim que o estado do animal é determinado, o próprio sistema abre o portão correto, para onde a vaca é direcionada.

 

Assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Airton Hochscheid avalia que a robotização incrementa a produção e facilita a vida do produtor, mas não considera o sistema uma tendência no setor:

 

“Pode ajudar em áreas com falta de mão de obra, mas o equipamento está longe de ser uma realidade no Estado. Mais de 80% dos produtores são da agricultura familiar, sem condições de fazer investimento como esse”, disse Airton.

 

O projeto em números:

– R$ 16,4 milhões é o investimento total na compra de 12 robôs e na construção dos quatro estábulos automatizados;

– Aproximadamente 70 produtores estão se associando em quatro condomínios, situados em Nova Bréscia, Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária;

– 1.048 vacas estão envolvidas no projeto. São 262 em cada condomínio;

– 30 litros por dia por cada vaca é a meta da cooperativa com o investimento. Atualmente, a média é de 19 litros por dia.

 

Como funciona a ordenha robotizada:

1 – Monitoramento

O sistema automatizado monitora e identifica cada vaca por meio de um chip preso a um colar carregado pelo animal. Chamado de sistema voluntário de ordenha, permite que as vacas circulem livremente pelo estábulo.

 

2 – Identificação

Ao passarem pelos robôs, eles identificam se o animal está pronto para ser ordenhado, se precisa de suplementação, de comida ou água ou, ainda, se está com algum sintoma anormal. Assim que o estado é determinado, um ou outro portão se abre, direcionando o animal.

 

3 – Pré-ordenha

Quando for a hora da ordenha, o equipamento faz a limpeza das tetas (com jatos de água morna e ar), estimula as mamas, tira os primeiros jatos de leite e seca. Após essa preparação, começa a ordenha.

 

4 – Ordenha

Em seguida, as teteiras são colocadas por um braço robótico, após o laser identificar o posicionamento das tetas, e se adaptam a tamanhos e formatos irregulares. Caso alguma das mamas esteja com problema, como febre ou bactéria, o leite de lá é desviado para outro tanque.

 

5 – Pós-ordenha

Após a finalização da ordenha, um spray é aplicado nas tetas das vacas de modo uniforme. A aplicação funciona como uma barreira contra bactérias e assegura que a pele permaneça macia e flexível. Além disso, todas as teteiras são lavadas por dentro e por fora antes de passarem de uma vaca para outra.

 

6 – Controle

Todas as informações são coletadas automaticamente pelo equipamento e encaminhadas diretamente a um computador. Os dados podem ser acessados no local ou à distância. Com isso, o produtor pode controlar os robôs e mudar as funções do local onde estiver.

 

Fonte: Milk Point.

Equipe Agron

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