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Exames e linhagem ajudam na escolha de ovinos

Exames e conhecimento sobre linhagem ajudam na escolha de ovinos.

Diretor do Simvet/RS destaca a importância da sanidade animal na hora de adquirir um reprodutor.

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O início da temporada de venda de ovinos no Rio Grande do Sul neste mês de janeiro traz  a oportunidade para os produtores adquirirem reprodutores que possam melhorar geneticamente os seus rebanhos. Para isso, é importante observar a linhagem e buscar conhecer o que os pais desses animais vinham produzindo. Alguns exames também são fundamentais e devem ser solicitados aos vendedores.

Conforme o diretor do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), João Júnior, nas feiras oficiais é obrigatório o exame da Epididimite, que é a brucelose dos ovinos, e o laudo do Andrológico. O produtor deve apresentar o exame e  o certificado de negativo para entrar nos eventos. “Mesmo nas feiras particulares, este exame deve ser solicitado”, enfatiza, colocando que também é importante estar em dia com o calendário de desverminação. “Uma vez que a verminose acomete o animal, principalmente a hemoncose, acaba ocorrendo um impacto na reprodução tanto do macho quanto da fêmea”, adverte Júnior, lembrando ainda a importância de ser feita uma amostragem de exame parasitológico de fezes do rebanho para saber se a desverminação foi eficiente.

O médico veterinário enfatiza ainda que a utilização dos vermífugos teratogênicos/abortivos como closantel, albendazol, disofenol e organofosforados só devem ser administrados quando as fêmeas não estão prenhes. “Durante a prenhez, os vermífugos que podem ser utilizados são ivermectina, doramectina e  levamisole”, explica.

O dirigente do Simvet/RS também sinaliza o cuidado que deve ser dispensado na parte da alimentação das fêmeas que estão se preparando para gestar. Segundo Júnior, é importante colocar na dieta sal mineral tanto para as fêmeas quanto para os machos, o que irá ajudar no aumento da produtividade.

Júnior lembra ainda que é preciso aproveitar enquanto os animais não estão em reprodução para fazer o casqueamento preventivo. “Os machos acabam percorrendo um território grande para cobrir todas as fêmeas que depois vão gerar os cordeiros e estarão com sobrepeso, então é importante deixar todos com os cascos preparados”, comenta.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA.

Carine Colim

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