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Clima eleva alerta no combate ao carrapato

Tendência é de altas infestações devido às temperaturas amenas do inverno, segundo especialistas.

Após um inverno atípico, com temperaturas amenas no Rio Grande do Sul, entidades que atuam no controle parasitário preparam-se para reforçar o combate ao carrapato, praga temida pelos pecuaristas e que encontra nas altas temperaturas condições favoráveis para se desenvolver. Principal agente transmissor da tristeza bovina parasitária, o artrópode aparece em maior quantidade justamente durante a primavera.

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Segundo a pesquisadora Claudia Gulias Gomes, da Embrapa Pecuária Sul, o frio promove uma “limpeza” no campo, de modo que parte dos carrapatos não resiste a um inverno rigoroso. “Mas com temperaturas acima de 15 graus, ele consegue sobreviver bem, e aí a tendência é de altas infestações”, observa a pesquisadora. De acordo com ela, o risco é maior em anos em que o verão é mais chuvoso, tornando o ambiente mais úmido.

Conforme a pesquisadora da Embrapa, propriedades que já contavam com infestações altas poderão ter grande quantidade de carrapatos nesta época do ano. “É o momento ideal para se iniciar o controle, quando a população está mais baixa”, sinaliza. Claudia defende que a estratégia deve envolver não apenas reduzir a infestação, mas também controlar a frequência do tratamento. “É importante porque isso reduz o custo do produto e, em segundo lugar, porque reduz o risco de ter resistência àquela base química”, observa.

Um grupo técnico instituído em 2016, formado por universidades, órgãos de pesquisa e pela Secretaria da Agricultura, tem se debruçado sobre o tema. Uma das metas para 2018, definida no último encontro do grupo, é o enfoque na capacitação de veterinários autônomos e extensionistas. Até então, o treinamento era destinado principalmente aos servidores das inspetorias veterinárias.

O coordenador do GT, Ivo Kohek, da Seapi, destaca a necessidade do biocarrapaticidograma, teste que verifica a sensibilidade aos carrapaticidas. Mais de 10 laboratórios estão capacitados a oferecer o teste no Estado. Uma das estratégias do GT foi buscar a padronização das técnicas de diagnóstico.

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FONTE: CORREIO DO POVO.

Cristina Crispa

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