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Soluções tecnológicas: Criação de abelhas sem ferrão

Soluções tecnológicas para criação de abelhas sem ferrão são apresentadas na Malásia.

Brasil é referência mundial quando o assunto é criação de abelhas sem ferrão, também chamadas de abelhas nativas.

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O Brasil é referência mundial quando o assunto é criação de abelhas sem ferrão, também chamadas de abelhas nativas, e a Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), é uma das pioneiras na pesquisa com esses insetos acumulando cerca de três décadas de trabalho. Parte desses resultados serão apresentados durante o International Stingless Bees Conference & Workshop, que ocorre de 18 a 20 de julho, em Kuala Terengganu, Malásia.

O evento é voltado para criadores, agricultores, estudantes, pesquisadores e tomadores de decisão, e é organizado pela International Rubber Research & Development Board com o intuito de estimular a criação de abelhas sem ferrão entre os agricultores que cultivam seringueiras naquele país. O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Cristiano Menezes é um dos palestrantes convidados e vai abordar o tema “Multiplicação de colônias e manejo de abelhas sem ferrão para polinização agrícola e produção de mel” que integra a programação no dia 19 de julho. Após a palestra, o público vai poder degustar dos méis produzidos pelas abelhas brasileiras em diversas técnicas de processamento preconizadas pela Embrapa. No dia 24 o pesquisador segue na Malásia e participa de outro evento sobre abelhas, desta vez, na Academia de Ciências da Malásia, na capital Kuala Lumpur.

De acordo com o cientista, com a queda no preço da borracha os agricultores estão tendo dificuldades de renda e a produção de mel nas áreas de seringais é apontada como alternativa para a geração de renda extra. Ele explicou que a seringueira é uma planta com ótimo potencial para produção de mel, pois, “além das flores, que são altamente atrativas para as abelhas sem ferrão, a árvore possui nectários extra-florais nas folhas, que são glândulas de néctar que produzem substâncias açucaradas possibilitando a produção de mel em períodos fora da floração”, argumentou.

As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa são fonte de pesquisa e têm atraído o interesse dos produtores e instituições governamentais da Malásia. Deste interesse partiu o convite para que o pesquisador apresentasse os principais avanços obtidos no Brasil nos últimos anos, com destaque para as técnicas de produção de colônias que a Embrapa tem desenvolvido, especialmente, na produção de rainhas em laboratório, bem como nas técnicas de processamento de mel. “O Brasil é uma grande referência internacional nessas tecnologias”, reiterou o pesquisador.

FONTE: EMBRAPA.

Cristina Crispa

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