Categories: Animais e Pecuária

Confira a engorda no confinamento do Grupo Bergamini

POR SEBASTIÃO NASCIMENTO

Visitei, dia 23, o confinamento do Grupo Bergamini, em Riversul, no interior de São Paulo. É que lá houve uma parada da Caravana da Produtividade, uma grande e bem-sucedida empreitada organizada por cinco empresas diretamente ligadas à pecuária de corte e de leite. O objetivo da caravana é manter contato direto com os produtores e ouvir suas necessidades. As palestras viram diálogos com os fazendeiros e, lá em Riversul, foram conduzidas por especialistas como Victor Beneli, veterinário da Merial, empresa que lidera a caravana, e Fernando Saltão, da Assocon, entidade que representa os confinadores de gado do país, e que deu dicas importantes ao público.

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“A Caravana da Produtividade não é nenhuma feira de vendas. É uma troca de experiências sem qualquer apelo comercial”, me disse Saltão, que foi executivo da JBS antes de assumir o cargo de diretor da Assocon.

Eu volto a falar da Caravana da Produtividade com os meus leitores. Posso adiantar que ela anda a pleno vapor e já percorreu 54 mil quilômetros dos 72 mil quilômetros que se propõe a vencer por vários estados brasileiros. Haja fôlego: “Até o início de dezembro, quando termina a Caravana, o roteiro será cumprido integralmente”, me garante Camila Ferraz, analista da Merial. Camila está direto na estrada.

Vamos agora ao confinamento. Quem me levou para conhecer o estabelecimento de engorda foi o Paulo Claudecir da Silva, responsável pela área de pecuária do grupo, e que sabe tudo do trabalho meticuloso.  Ele me disse que o confinamento abriga só machos e a preferência é dada ao nelore. Poucos lotes cruzados são vistos na imensidão branca. É só macho sem castração.

Atualmente, são 6.500 animais fechados e a planta total comporta 8.000 cabeças. A fazenda faz recria e engorda. Compra o bezerro desmamado com 7/8 meses de idade e pesando de 6 a 7 arrobas. Também adquire garrotes que pesam de 12 a 13 arrobas. “O gado ganha de 1,5 kg a 1,7 kg/dia, um desempenho muito bom”, afirma Paulo. O abate se dá com peso entre 18 a 21 arrobas.

O responsável pelo confinamento conta que os bezerros são adaptados numa área específica antes de dar entrada. Ficam lá de 15 a 20 dias. Eram 2.000 animais no dia 23 deste mês. “É para se acostumarem com o hábito de comer”, explica ele. É que, depois, lá dentro, é silagem de milho, farelo de soja, caroço de algodão e polpa cítrica. Tudo no cocho.

Cerca de 200 bois são abatidos semanalmente. A grande maioria é destinada aos supermercados Bergamini, que pertence à família do mesmo nome. O restante é negociado com frigoríficos e eles pagam melhor pela arroba do macho.

Fonte Revista Globo Rural

gustavo henrique leite mota piesanti

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