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Foco de raiva em bovinos preocupa criadores

Foco de raiva em bovinos leva propriedade a ser monitorada em Colíder.

Em 2016 foram notificados, até o momento, 31 focos da doença. Em 2015 haviam sido 42 focos.

Focos de raiva herbívora em bovinos foram constatados em bovinos em uma propriedade localizada em Colíder. O caso foi confirmado após exame realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Um animal morreu e outros dois foram sacrificados, após resultado positivo para a doença.

A doença atinge todos os mamíferos e animais silvestres e seu principal transmissor é o morcego hematófago, que transmite o vírus pela saliva ao alimentar-se do sangue dos animais.

O caso é acompanhado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), que monitora a propriedade em Colíder. O foco, segundo o Instituto, foi notificado no dia 13 de outubro, após resultado positivo do material coletado para exame em um animal.

O Indea revela que após a notificação não foi detectado mais nenhum animal doente. O órgão ressalta que o proprietário foi notificado para vacinar seu rebanho contra a raiva. Além disso, a Vigilância Sanitária do município foi informada sobre a questão, visando o acompanhamento de pessoas que vivem e trabalham na propriedade e para realizar a vacinação de animais domésticos, ou seja, de cães e gatos.

O Indea afirma que as cerca de 170 propriedades rurais, localizadas em um raio de 12 quilômetros do local com o caso confirmado, receberam visitas de técnicos da autarquia, onde não foram identificados focos da doença.

Conforme a diretora técnica do Indea, Daniela Soares, em 2016 foram notificados, até o momento, 31 focos da doença. Em 2015 haviam sido 42 focos.

“O boi não morde. Ele desenvolve a doença e morre. No entanto, o contato da saliva do animal, seja cão ou gato ou mesmo do boi, com a pele ferida de uma pessoa contamina. Por isso é necessário todo cuidado e qualquer manipulação de medicamentos, inclusive, deve ser feito com luvas. Uma mordida do cão com a doença também afeta o homem e não tem cura, leva a óbito”, explica o fiscal do Indea, Ernani Machado.

O animal contaminado apresenta sintomas como apatia, isolamento do restante do rebanho, agressividade, andar cambaleante, dificuldade para engolir líquidos, paralisia dos membros, e outros. O controle da raiva dos herbívoros se dá com a vacinação preventiva do rebanho.

Fonte: Olhar Direto.

Cristina Crispa

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