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Influenza Aviária nos EUA

Influenza Aviária nos EUA: vacinar ou não vacinar, eis a questão.

No balanço que fez há cerca de 30 dias sobre a evolução da Influenza Aviária nos EUA, o AviSite noticiou que em pouco mais de quatro meses já haviam sido detectados no país mais de 120 focos da doença, registro que envolvia perto de 25 milhões de aves.

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Um mês depois, os números são ainda mais significativos. E muito mais preocupantes. Pois no relatório da última terça-feira, 9, o USDA registra a ocorrência de 222 casos de Influenza Aviária (85% a mais que no início de maio) e um total de 47 milhões de aves afetadas, quase o dobro do computado no balanço anterior.

Na ocasião se comentou também que, embora introduzido no país por aves migratórias, o vírus vinha se disseminando de granja para granja, constatação que já antecipava ampliação do número de casos e de aves infectadas, o que de fato ocorreu. E com um grau de amplitude e de prejuízos que vem levando muitos técnicos e produtores a cogitar sobre a possibilidade de se autorizar no país a vacinação contra a Influenza Aviária. Mas o que pensa disso o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)?

À primeira vista, nada contra – é o que se conclui do comunicado divulgado na semana passada pelo APHIS (sigla, em inglês, do Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do USDA). Pois, nele, o órgão informa que avaliou a eficácia da vacina ora disponível e concluiu que “critérios adicionais precisam ser atendidos antes que se aprove uma vacina para uso emergencial”. Ou seja: se já existisse produto capaz de atender aos requisitos levantados, a vacinação seria autorizada.

Porém, tudo indica que, na prática as coisas podem não ocorrer exatamente assim. Ainda que se desenvolva uma “supervacina”. E isso fica claro na observação, feita pelo próprio APHIS, de que “se começarmos a vacinar, parceiros comerciais indicam que irão suspender totalmente as importações de produtos avícolas dos EUA até que concluam a análise do risco do procedimento”.

A propósito, é relatado que, a despeito da ampla disseminação do vírus por boa parte do país, o USDA conseguiu preservar mercados que respondem por 84% da receita cambial obtida com a exportação norte-americana de produtos avícolas (frango, ovo, peru e todos os seus subprodutos, inclusive material genético). E perder esse mercado – conclui o APHIS – vai custar ainda mais caro para a indústria avícola dos EUA.

Fonte: Avisite.

Equipe Agron

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