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Emater: Produção de leite e pimenta do reino

Emater implanta Unidades Demonstrativas para melhorar a produção de leite e pimenta do reino.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em Aurora do Pará, nordeste paraense, trabalha Unidades Demonstrativas (UDs) que visam aumentar a produtividade leiteira e de pimenta do reino. Em duas propriedades rurais estão sendo desenvolvidas atividades que pretendem demonstrar a viabilidade dos processos de produção que utilizam tecnologias alternativas.

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Para o trabalho com o gado bovino, a Emater utiliza o pastejo rotacionado, tecnologia com baixo custo de implantação, manejo simples, conforto para os animais e, principalmente, garantia de alimentação em tempo integral. Segundo dados da Emater, a otimização do espaço é uma das grandes vantagens no processo: em cada 1,5 hectare podem ser mantidos dez animais, já no modelo tradicional é necessário um hectare por animal.

A expectativa da Emater é que com a adoção da tecnologia, além de diminuir a pressão sobre a natureza, por conta da diminuição da área para a criação bovina, também se aumente a produtividade leiteira em pelo menos 50%, ou seja, de cerca de seis litros por animal hoje para nove litros por animal em cerca de um ano. “Vamos utilizar no pastejo também a irrigação. O processo é altamente viável”, diz o técnico da Emater Antonio Correa.

Pimenta do reino

Já para a atividade com pimenta do reino, a Emater trabalha com o tutor vivo de gliricídia. Quinhentos pés da árvore foram semeados na propriedade do agricultor Francisco Chaves. A Unidade Demonstrativa também será um banco de produção de mudas de gliricídia. A expectativa da Emater é reduzir os custos de produção da cultura, que depende, visto ser uma trepadeira, de apoiador para o desenvolvimento. Tradicionalmente a pimenta do reino utiliza estacas convencionais de madeira como suporte para o crescimento. Por cada estaca o agricultor paga pelo menos R$ 10,00.

A Emater diz que a gliricídia vai beneficiar o agricultor por tempo indeterminado e para a produção de cada muda o investimento não é maior que R$ 2,00. Segundo dados da Emater, Aurora do Pará é um município grande produtor da especiaria, que no entanto vem diminuindo há cerca de cinco anos, justamente por causa do alto preço das estacas que precisam ser usadas no plantio. “Hoje devemos ter a produção de pelo menos 250 toneladas de pimenta ao ano, mas este número já foi maior em pelo menos 10%”, conclui Correa.

Fonte: Agência Pará.

Equipe Agron

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