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Pecuária terá de investir em genética

Pecuária terá de investir em genética para multiplicar produção em 11 vezes.

Um estudo elaborado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) aponta que, em menos de 30 anos, a produção brasileira de carne bovina deverá passar de 1,5 milhão de toneladas, dados compilados em 2012, para 17 milhões de toneladas, volume estimado em 2042. Em valor de exportação calculado no mesmo período, o Brasil deverá passar de US$ 5 bilhões de carne embarcada ao exterior em 2012 para US$ 28 bilhões previstos para 2042.

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Luiz Claudio Paranhos, presidente da ABCZ, avalia que, para chegar a esse resultado, será preciso investir na qualidade genética do rebanho nacional. O setor, observa ele, necessita melhorar sua produtividade. Além de obter uma melhor qualidade de carcaça, o melhoramento genético eleva o número de ocupações nos pastos.

Em entrevista coletiva realizada na última segunda-feira na sede da entidade, localizada em Uberaba (MG), Paranhos afirmou que, com investimento em genética, a produção pode subir de uma unidade para duas em um hectare. “Existem propriedades modelo que já conseguiram atingir a marca de 10 unidade/animal por hectare”, explica o presidente da ABCZ. No Paraná, Paranhos observa que, apesar de a pecuária do Paraná ter perdido espaço para a agricultura, os produtores que continuaram na atividade têm investido em animais com alta qualidade genética.

Para incentivar os pecuaristas a adotarem animais com boa qualidade genotípica, a entidade tem trabalhado na expansão do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ). “Esse programa visa identificar, junto com os órgãos de extensão, propriedades que ainda não adotam uma boa genética, com o objetivo de incentivá-lo a adotar”. No Paraná, o programa funciona com o apoio do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Paranhos diz que o investimento que o produtor faz é pago com o bom retorno que o melhoramento genético proporciona. Ele afirma ainda que um animal de boa genética pode chegar à fase de terminação em apenas dois anos e meio. “Antigamente se demorava quatro anos para terminar um animal de mesmo peso.”

Mercado

Devido à crise econômica brasileira, o mercado interno passa por dificuldades, destaca Paranhos. Contudo, o valor elevado da arroba e a abertura do mercado brasileiro de carne para os Estados Unidos e China têm garantido certa estabilidade para o setor.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o valor da arroba de boi no Paraná é de R$ 138,32. De acordo com o Deral, o Paraná possui um plantel que gira em torno de 6,4 milhões de cabeças de gado de corte.

Fonte: Folha Web.

Equipe Agron

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