Euforia na pecuária de corte
No início de 2014, analistas do setor se perguntavam se seria possível um ano ainda melhor para a pecuária de corte do que foi 2013. Na ocasião, esperavam- se preços firmes para o boi gordo e animais de reposição, com tendência altista, como indicava o Anuário DBO de janeiro de 2014. De fato, os valores pagos aos pecuaristas abriram o ano em trajetória ascendente _ tendência que foi mantida até o último mês de 2014.
Mas naquele momento ninguém seria capaz, talvez, de imaginar preços tão altos como os alcançados no decorrer do ano passado, sobretudo no segundo semestre, quando arroba do boi gordo bateu, em novembro, a casa dos R$ 145, em média, a prazo, em São Paulo, o maior valor nominal já registrado na história e mais de 25% acima do recorde de preço verificado em dezembro de 2013, de RS 115, segundo dados da Scot Consultoria, de Bebedouro,SP.
Ainda mais surpreendentes foram altas ocorridas no mercado de reposição, que, em termos percentuais, foram bem superiores aos aumentos do boi gordo. “Se o pecuarista não conseguiu fechar as contas em 2014, é porque teve problema climático (estiagem) ou algum problema estrutural-financeiro sério em sua fazenda para ser resolvido”, diz o engenheiro agrônomo Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria.
Assim como em 2013, todos os elos da cadeia da carne bovina registraram ganhos em 2014, dos criadores aos frigoríficos, do atacado ao varejo, passando pelos setores de leilões e de produção de animais com genética superior. De maneira geral, a escassez de oferta, tanto de boi gordo quanto de animais de reposição, aliada a uma demanda extremamente forte pela carne bovina, dentro e fora do País, foi o principal componente do movimento altista no ano passado.
Fonte: Portal DBO/SP.

