Embarques do setor deverão superar quatro milhões de toneladas. Projeção é lançada pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, São Paulo/SP).
O ano chega ao final com boas notícias para a avicultura. Pela primeira vez as exportações do setor deverão superar quatro milhões de toneladas, e o consumo interno volta a crescer, subindo para 44 quilos por pessoa no ano. A estimativa é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.
Os preços externo e interno do frango estão caindo, mas Turra acredita que internamente haverá uma migração para essa proteína no final de ano, devido à alta da carne bovina. Com isso, os preços do frango devem se sustentar.
Já o setor externo vai bem. Há uma redução de vendas no final de ano para a Rússia, devido às condições climáticas naquele país, mas esse intercâmbio deverá ser retomado no próximo ano.
Com relação à redução de preços externos, Turra diz que ela ocorre devido à desvalorização do real. A queda da moeda brasileira ante o dólar rende mais reais para os exportadores. Aí começam as negociações dos importadores, que querem parte desse ganho.
“Lá fora [no exterior] não há problemas, mas o capital de giro está mais caro. Com isso, as empresas estão administrando os custos na ponta do lápis”, afirma.
Apesar dos números atraentes deste ano, o setor tem uma preocupação com 2015, quando se refere ao mercado interno. A desaceleração da economia, se continuar, vai reduzir renda e afetar o consumo de proteínas.
Mesmo o frango sendo o produto de menor valor e, consequentemente, um dos mais atraentes, essa carne também entra na lista de queda. “O desequilíbrio da economia é visível”, salienta.
Mas Turra vê uma melhora no consumo de alimentos neste Natal. Os preços estão estabilizados e cabem no bolso do consumidor.
Após dois anos em queda, o consumo de carne de frango volta a subir. Chegou a 47,4 quilos per capita em 2011, mas recuou para 45 e 42 nos dois anos seguintes, voltando para 44 neste, de acordo com o presidente-executivo da associação.
Já as exportações atingem patamares recordes, somando 4 milhões de toneladas. Esse volume registra um aumento de 60% em relação ao volume exportado pelo país há dez anos.
Fonte: Folha de São Paulo (Por Mauro Zafalon), adaptado pela equipe feed&food.
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