Categories: Animais e Pecuária

Feno pode ter diversas origens

Feno pode ter diversas origens, mas exige cuidados especiais.

 

Publicidade

Rebanho Gordo informa sobre ponte de corte e umidade da matéria-prima da forrageira e outros fatores a se considerar.

 

A produção de feno é uma das formas mais antigas de se armazenar alimento para os animais. No Brasil, são diversas forrageiras usadas nesse processo e para todas elas alguns cuidados são básicos para garantir a qualidade do produto.

 

O engenheiro agrônomo Alexandre Turquino é produtor de feno há mais de 20 anos no município de Londrina (PR). A atividade é a principal fonte de receita da fazenda e gera um faturamento anual em torno de R$500 mil. Cada fardo de 10 quilos custa atualmente R$ 5,00. A forrageira usada para a fenação é o coast cross, gramínea com elevada produção de matéria seca e alto valor nutritivo.

 

Essa é apenas uma das opções, já que o feno pode ser feito com diversas outras fontes de volumoso: azevém, alfafa, tífton e até resíduo de agricultura:

 

– Na verdade, o feno é uma forma de conservação de volumoso. E esse volumoso varia de qualidade dependendo do que se esta enfardando – explica João Carlos Pinto Oliveira, pesquisador da Embrapa.

 

Na propriedade de Martinho Krüger, no município de Mamborê (PR), a forrageira escolhida foi a aveia. Toda a produção vai para o consumo das vacas leiteiras da fazenda, conforme o produtor:

 

– Isso me socorre na alimentação do gado leiteiro. É interessante porque é fonte de fibra e proteína também.

 

O maior volume de produção de feno se dá nos meses de fevereiro e março, quando as plantas têm mais folhas. No inverno, essa quantidade cai pela metade. Porém, por outro lado, a baixa umidade relativa do ar, típica do frio na maior parte do país, acelera a desidratação do vegetal, fator determinante na qualidade do produto.

 

Independentemente da forrageira escolhida, o feno deve ser enfardado com teor de umidade abaixo de 20%. O ponto de corte e o prazo para desidratação variam de acordo com a espécie e com a época do ano. O coast cross, por exemplo, no verão, é ceifado em torno de 60 dias depois do plantio e leva até quatro dias para secar.

 

– O ideal seria cortar em um dia e enfardar no outro. Mas normalmente não é assim, nessa época e a gente consegue fazer isso, mas o normal é levar uns 3 a 4 dias para enfardar. – recomenda Alexandre Turquino.

 

Depois do corte, é preciso correr contra o tempo: exposto até três chuvas, o produto pode acabar descartado. Para acelerar o processo de desidratação e conservar mais os nutrientes, é indicado revirar as folhas cortadas várias vezes durante o dia para aproveitar melhor a ação do vento e do sol. O tamanho dos fardos é determinado pela regulagem da máquina. O importante é que a amarração seja bem feita para que o produto possa ser armazenado corretamente, em local seco e arejado.

 

Fonte: CANAL RURAL.

Equipe Agron

Published by
Equipe Agron

Recent Posts

Chá de mulungu: 6 efeitos calmantes que ajudam a desacelerar a mente antes de dormir

A necessidade de desacelerar a mente antes de dormir tem se tornado cada vez mais…

9 horas ago

5 simpatias rápidas para os primeiros dias do mês que ajudam a destravar a vida financeira

Os primeiros dias do mês carregam uma sensação de recomeço que muitas vezes passa despercebida.…

9 horas ago

3 benefícios do melaço de cana na dieta dos bovinos

O melaço de cana é o aliado perfeito para aumentar a palatabilidade da ração e…

1 dia ago

Aquicultura Integrada: O segredo milenar que une peixes e aves

A aquicultura integrada transforma dejetos em lucro através de um ciclo biológico eficiente. Descubra como…

1 dia ago

Laser Weeding: O fim dos herbicidas caros no agro?

O Laser Weeding utiliza IA e lasers para exterminar ervas daninhas sem veneno. Descubra como…

1 dia ago

O paradoxo da soja: Safra recorde e o menor lucro da soja

O lucro da soja no Brasil deve cair ao menor nível em duas décadas em…

1 dia ago

This website uses cookies.