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Pirataria de medicamentos veterinários

Sindan lança campanha contra pirataria de medicamentos veterinários. Segundo entidade, comércio ilegal responde por até 15% do setor.

 

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O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) lançou, nesta quarta-feira (3/9) uma campanha para conscientizar sobre os riscos da pirataria de medicamentos veterinários. A iniciativa, que envolve entidades ligadas a produção animal e à medicina veterinária, deve receber investimentos entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, de acordo com o anunciado pelos dirigentes do Sindan na Expointer, em Esteio (RS).

 

A campanha envolve ações de relacionamento em pontos de venda, lançamento de cartilha de orientação, criação de um site na internet, além de comerciais na mídia especializada e ações junto a entidades do setor e conselhos de medicina veterinária. Conforme os representantes do sindicato, a iniciativa já foi apresentada oficialmente ao Ministério da Agricultura.

 

A veiculação do material deve começar nas próximas semanas. Os primeiros alvos são os próprios criadores, além das distribuidoras. “A campanha é necessária para garantir a boa utilização dos produtos legais que estão no mercado e que passam por testes severos”, defendeu o presidente do Sindan, Ricardo Pinto.

 

Nos cálculos da entidade, os produtos piratas representam em torno de 15% do segmento de saúde animal, cujo faturamento é superior a R$ 4 bilhões anuais. Boa parte do comércio ilegal é feito via internet, em lojas “especializadas” ou sites que hospedam ofertas e são utilizados para a atividade ilegal. Não há um ranking, mas o sindicato estima que a bovinocultura é o maior alvo da pirataria.

 

Segundo ele, o problema é enfrentado pela indústria de medicamentos veterinários em escala global. Ricardo Pinto informou que, só no ano passado, foram fechadas mais de 17 mil páginas na internet que ofereciam produtos ilegais. Com base em dados da Organização Internacional de Saúde Animal, ele informou que os prejuízos para o setor chegam a US$ 26 bilhões. “Esse processo tem que ser interrompido. Ele é prejudicial para o governo, para a indústria e, principalmente, para o criador, que compromete a rentabilidade do seu rebanho”, disse Pinto.

 

Fiscalização

Na avaliação dos representantes da indústria, o Brasil tem uma das mais avançadas legislações relativas à certificação de produtos para a saúde animal. No entanto, a pirataria “tem ganho qualidade” na propagação dos seus produtos.

 

Ao mesmo tempo em que esperam ampliar a conscientização sobre os riscos da pirataria, o Sindicato reconhece que a fiscalização dessa atividade criminosa no país é deficiente, apesar da atuação dos governos federal e estaduais.

 

“O país é continental. Precisamos do auxílio do Ministério da Agricultura, dos estados, mas também do setor privado. É caso de polícia. É crime”, acrescentou Ricardo Pinto.

 

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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