Indústrias defendem pesticida suspeito de provocar morte de abelhas.
Na província canadense de Ontário, proposta do governo quer proibir uso de uma classe de pesticidas conhecida como neonicotinoides.
Em meio à crescente preocupação com o uso de pesticidas e sua possível relação com a morte de insetos polinizadores, como abelhas, indústrias químicas afirmam que restringir a proteção às lavouras limitaria a ação dos agricultores contra insetos.
Na província canadense de Ontário, há uma proposta do governo para proibir a utilização de uma classe de pesticidas conhecida como neonicotinoides. A medida exige que os produtores tenham uma licença para aplicar o produto, o que poderia dificultar um dos principais setores da região, afirmou Pierre Petelle, do CropLife Canada, que representa empresas como Bayer e Syngenta. “Nosso principal temor é de que o governo coloque mais uma etapa desnecessária e burocrática para instalar um sistema que escolhe vencedores e perdedores, no que diz respeito a quais agricultores poderão usar a tecnologia”, disse Petelle.
Há suspeitas de que a aplicação de neonicotinoides tenha provocado a morte de abelhas e outros insetos que polinizam um terço dos alimentos consumidos no mundo. O pesticida, que é utilizado em culturas como soja, canola, flores e vegetais, é proibido na Europa. O órgão responsável pela administração da saúde no Canadá está reavaliando as condições de uso dos neonicotinóides, que foram acusados de ser a causa da morte de abelhas em lavouras de milho em Ontário e Quebec.
Os pesquisadores dizem que a exposição à poeira Neonic-laden é letal para as abelhas e que o pólen contaminado enfraquece as colônias. O governo do Canadá está negociando com indústrias do mel, representantes agrícolas e de produtos químicos, já que um sistema de licenciamento deve ser implementado, possivelmente, a tempo para a safra de 2015.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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