Doença da vaca louca
Equipe irá ao Peru para esclarecer sobre doença da vaca louca.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento enviou técnicos a Lima para tentar reverter a suspensão às compras da carne bovina do Brasil, anunciada pelo Peru na semana passada. O país interrompeu as importações do produto oriundo de todo o território brasileiro por 180 dias, após a confirmação de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da vaca louca, no Estado de Mato Grosso.
O Ministério confirmou, ainda, uma viagem ao Irã na próxima quarta (21), para averiguar dificuldades de embarque da carne brasileira para aquele mercado informadas pelo setor privado. Deve haver também uma visita ao Egito, que suspendeu oficialmente as compras de carne de Mato Grosso por 180 dias. Ainda não está definida qual será a data. Segundo o Ministério da Agricultura, a documentação de esclarecimento sobre o caso de EEB será enviada a todos os parceiros comerciais e alguns receberão missões brasileiras.
A decisão de incluir o Irã na agenda de viagens foi tomada após a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informar que o país foi o terceiro a embargar a carne de Mato Grosso.
De acordo com a Abiec, além de dados comerciais apontarem uma suspensão, uma publicação na página do serviço veterinário oficial do Irã indica restrições à carne de Mato Grosso.
O Ministério da Agricultura, entretanto, ressalta que uma ação do tipo só pode valer após comunicação formal ao governo brasileiro, o que não ocorreu. Segundo a assessoria, a pasta optou pela viagem ao país asiático para verificar o que está ocorrendo.
O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, disse acreditar que a reação de alguns compradores da carne brasileira após a confirmação do caso mudará rapidamente. “Estamos muito confiantes de que se possa reverter [as suspensões] no curto prazo”, disse. Fiscais do Ministério da Agricultura detectaram suspeita de um caso de vaca louca em 19 de março em um frigorífico da JBS-Friboi. A carne não chegou ao mercado de consumo. O ministério fez testes no Laboratório Nacional Agropecuário de Pernambuco (Lanagro-PE), que indicaram a doença.
A pasta também iniciou uma investigação epidemiológica em campo, sacrificando e testando 49 bovinos contemporâneos do animal que desenvolveu a doença, mas os resultados deram negativo. Para cumprir o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e determinar o tipo de manifestação, o ministério encaminhou ainda amostras para o laboratório de referência da entidade no Reino Unido.
Fonte: Jornal DCI.

