Conhecida internacionalmente pela qualidade da carne, a raça taurina Angus é a mais utilizada nos cruzamentos industriais. De acordo com especialistas do setor, o cruzamento proporciona benefícios diversos e é uma ferramenta à disposição dos pecuaristas. Só em 2012, 2,9 milhões de doses de sêmen destes animais foram comercializadas no Brasil, ficando atrás apenas da raça Nelore. Porém, em 2013, conforme a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), a raça Angus representou 42,8% de participação no mercado, ultrapassando a Nelore.
Para o gerente nacional do Programa Carne Angus, Fábio Schuler, a fertilidade, a precocidade sexual, a facilidade de parto e a rusticidade são apenas algumas características que descrevem a raça. “A Angus tem facilidade para emprenhar e a vida reprodutiva começa cedo, aos noves meses, dependendo do animal. Além disso, ele nasce pequeno, reduzindo o custo de manejo, e se adapta bem a diferentes climas. Sem falar na longevidade da raça e da qualidade da carne”, lista.
A raça Angus é criada no Brasil desde 1906, “mas se popularizou há pouco mais de dez anos no Brasil Central”, conta Schuler, dizendo que a Angus brasileira possui a melhor genética do mundo. Quanto à qualidade da carne Argentina, ele aponta que a genética da raça “predomina em 80% do rebanho daquele país”. O Brasil segue a mesma linha, uma vez que “existe mercado para carne de qualidade no país”, cita.
Conforme Schuler, a evolução das classes A e B, que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), representam 42 mi de pessoas, o elevado consumo de carne no Brasil e a demanda internacional demonstram a realidade do mercado de carne no país. Porém, “a qualidade da carne produzida, a organização da cadeia produtiva, a falta de direcionamento da produção, o acesso a mercados, entre outros, são pontos que precisam ser melhorados”, frisa.
Segundo Schuler, oito em cada 10 bezerros que nascem de cruzamento artificial no Brasil são Angus. “Só em 2013, 2,5 mi de bezerros angus e cruza angus nasceram no Brasil”, conclui, lembrando que a certificação da carne é importante porque confere reconhecimento e credibilidade internacional.
O selo de qualidade também beneficia o produtor, “que ganha 10% a mais de sobrepeso”. São características destes animais a genética jovem e boa terminação de carcaça. Criado em 2003, o Programa Carne Angus Certificada abateu 20 mil animais em seu início. Hoje, números atualizados apontam mais de 250 mil carcaças certificadas.
Entre os nove frigoríficos parceiros da ação, destaque para o JBS, maior grupo frigorífico do mundo, e o Verdi, de Santa Catarina. No programa, todo o processo industrial é acompanhado por técnicos, que avaliam e concedem o selo de certificação.
Fonte: Jornal O Estado MS.
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