De custo baixo, a criação do animal requer pouco espaço e instalações rústicas; gastos com ração podem ser diminuídos com uso de alimentos mais baratos.
Os coelhos têm capacidade de se multiplicar rapidamente, todo o mundo sabe. Porém, não têm sido velozes o suficiente para acompanhar o ritmo de crescimento da demanda pela sua carne. Quem cria diz que não dá conta de atender aos pedidos. Tenra e saborosa, de alto valor calórico e protéico, a carne é rica em nutrientes, tem índice de colesterol baixo e seu preparo é fácil.
Além da carne o roedor fornece produtos como pele, patas, rabo, vísceras, cérebro, sangue e esterco. Aplicações que vão desde a produção de peças artesanais a artigos das indústrias têxtil e farmacêutica.
Por serem ótimos procriadores, não há necessidade de manter muitas matrizes para se conseguir bom volume de carne. Eles chegam a gerar de sete a 12 láparos (filhotes) por vez e permitem retorno do investimento entre 18 e 24 meses.
Há no mercado animais que atingem mais de cinco a seis quilos, os gigantes; os de tamanho médio oscilam entre quatro e cinco quilos; e os pequenos, com três a quatro quilos. Outra opção são os minicoelhos para estimação, que pesam entre 1,5 e dois quilos. Do cruzamento de raças, surgiram exemplares precoces, rústicos e com ganho de peso mais rápido.
A atividade tem custo relativamente baixo, pois utiliza pouco espaço e instalações rústicas. Herbívoros, os animais podem comer talos, casca de batata e grãos como milho, soja, trigo, centeio e aveia.
Os vestígios mais antigos do coelho foram encontrados na Ásia. Fósseis também foram descobertos na Península Ibérica. Embora tenham sido domesticados muitos anos antes pelos romanos, os coelhos passaram a ser criados em gaiolas por monges só na Idade Média. No Brasil, a criação profissional começou em 1957.
Texto: João Mathias.
Fonte: GLOBORURAL.

