Categories: Animais e Pecuária

Alternativas para evitar morte de abelhas

Apicultores buscam parcerias para evitar novos surtos de morte de abelhas.

 

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Entre os anos de 2006 e início de 2012 as colmeias catarinenses tiveram perdas significativas, foram encontradas dezenas e até centenas de animais mortos. Produtores de mel e criadores de abelhas sofreram grandes perdas neste período e, apesar de atualmente os danos terem sido minimizados, eles ainda tentam encontrar uma solução para o problema.

 

A fase mais crítica, desde que a mortandade começou, foi entre 11 de julho a 11 de setembro de 2011. Estes foram considerados “meses de terror” para os produtores, como lembra Nésio Fernandes de Medeiros, presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc). Segundo ele, a Federação recebia diariamente telefonemas de todos os cantos do Estado relatando o desaparecimento das colmeias. Em quase 90 dias Santa Catarina perdeu cerca de 100 mil colmeias, o correspondente a 2 mil toneladas de mel.

 

Para pesquisadores, o uso de agrotóxico nas plantações, as chuvas intensas nos três meses – que deram vazão à doenças oportunistas como a Varroa e a questão da sanidade das abelhas, que nunca foi tratada como prioridade no Brasil, podem ter agravado o problema. Passado isso, a luta no momento é para que se descubra, de fato, o que leva as abelhas a adoecer tão rapidamente e o que fazer para evitar que morram.

 

Apesar de em 2012 as abelhas terem se recuperado rapidamente e baterem o recorde de 7 mil toneladas/ano, o presidente da Faasc lamenta que não se tenha uma resposta clara das instituições que estudam o desaparecimento repentino das colmeias. “Há muitas divergências de conceitos e a não existência de um diagnóstico preciso nos angustia”, revela Medeiros. De acordo com o relatório do Sistema de Informação Setorial (SIS) do Sebrae sobre o desparecimento e mortalidade das colmeias, a falta de organização na atividade apícola brasileira compromete a documentação de ocorrências e prejudica a análise das causas.

 

Iniciativas como encontros com pesquisadores da Argentina, México e Cuba para falar de estudos desenvolvidos em seus países e parcerias com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tentam buscar uma resposta e apontar soluções caso aconteça um novo surto.

 

Outra medida apresentada pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas (CBA) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é o Programa Nacional de Sanidade Apícola, que ainda não foi assinado, pois tem causado uma série de divergências entre produtores e técnicos do Governo Federal.

 

“Querem nos exigir planta assinada por um engenheiro, licenciamento ambiental e técnico responsável. Como um produtor que tem em média 90, 100 colmeias – realidade de quase 90% da apicultura brasileira – vai contratar um responsável para a unidade de extração de mel, sendo que só a obra equipada custa de R$ 40 mil a R$ 60 mil? Nossa luta é para que o mel seja considerado um produto primário e não um produto final”, explica Nésio.

 

Fonte: Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina.

Equipe Agron

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