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Cresce procura por DDG para alimentação animal

Proveniente do milho, que foi destinado à fabricação de etanol, subproduto tem elevado valor proteico, sendo cada vez mais endereçado à dieta de ruminantes em substituição e/ou complemento a outros insumos.

A procura pelo DDG (Dried Distillers Grains, na sigla em inglês), grão de milho seco por destilação, vem crescendo no Agro2Business, marketplace especializado exatamente na comercialização e monetização de subprodutos/coprodutos do agronegócio.

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Proveniente do milho, que foi destinado à fabricação de etanol, o DDG tem elevado valor proteico, sendo cada vez mais demandado para ser utilizado na alimentação animal em substituição e/ou complemento a outras matérias-primas, como o próprio milho ou o farelo de soja.

“Com os elevados preços dos tradicionais insumos, o DDG vem ganhando gradativamente espaço entre criadores e indústrias de ração, cenário que também é estimulado pelo aumento de oferta”, ressalta Thiago Mateus, founder do Agro2Business.

Em recentes webinares no canal do Youtube do Agro2Business, a engenheira agrônoma Beatriz Elisa Bizzuti, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, bem como o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, destacaram o potencial nutricional de subprodutos agroindustriais para dieta de animais destinados à produção de proteína.

De acordo com Mateus, “a crescente digitalização no agronegócio, acelerada pela pandemia, também mostrou ao mercado que a comercializac?a?o convencional, offline dos subprodutos/coprodutos do agronegócio estava defasada, sendo limitada, baseada em contatos locais, buscas por telefone e pesquisas aleatórias na internet”.

Por meio de funcionalidades de geolocalização, ranqueamento de usuários e compra protegida – que assegura o pagamento para o vendedor e a veracidade e entrega do produto para o comprador -, o Agro2Business vem ampliando as oportunidades de negócios e de monetização ao expandir as conexões dos participantes da cadeia produtiva de subprodutos/coprodutos do agronegócio.

Em relação ao modelo de negócios, Mateus destaca que o cadastro tanto para vendedores quanto para compradores é gratuito. “Apenas quando uma operação é concretizada é que há um pequeno valor de corretagem, que é deduzido do vendedor”, esclarece.

Outro movimento identificado, salienta o executivo, foi a procura por parte das empresas de saúde e nutrição animal para venda dos seus respectivos produtos prontos na plataforma. “Como estas fabricantes já operam no Agro2Business na compra de matérias-primas também passaram a usar a plataforma para comercializar seus produtos acabados, com foco em redução de custos e ganhos de escala.”

FONTE: DATAGRO.

Otavio Culler

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