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Soja: manejo biológico do solo auxilia na produtividade

Trabalhos conduzidos em estações de pesquisa do RS e GO reforçaram importância dos cuidados na fase inicial da cultura

Os produtores de soja que já se planejam para a próxima safra devem ter como foco principal a construção de um solo equilibrado em seus aspectos físicos, químicos e biológicos. Isso porque a cultura se desenvolve com melhor potencial produtivo quando a formação do sistema radicular ganha atenção adequada. Trabalhos conduzidos em estações de pesquisa de Passo Fundo (RS) e Rio Verde (GO) apontaram um aumento em 4 sacas por hectare (ha) nas lavouras onde foram utilizados extratos fermentados e nutrientes capazes de promover a atividade microbiana do solo.

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Para o engenheiro agrônomo Guilherme Bavia, gerente técnico especializado em grãos da Alltech Crop Science, empresa que conduziu os estudos em parceria com o Grupo Floss (RS) e com a Fertigeo (GO), o equilíbrio biológico do solo está diretamente ligado ao potencial produtivo da cultura. “A boa formação do sistema radicular, indispensável para obtenção de água e nutrientes, é um dos principais pontos para que se tenha uma boa safra. Também é importante avaliar a condição nutricional do solo para que se possa corrigir deficiências ou carências”, indica.

Segundo Bavia o que mais chamou atenção no estudo é que mesmo em diferentes regiões e tipos de solo, o manejo biológico conseguiu comprovar seus benefícios. “Notamos o incremento da atividade enzimática com a aplicação de solução natural à base de extratos fermentados e nutrientes específicos. Essas enzimas são parâmetros para caracterização de saúde e qualidade do solo. Além disso, atuam em diversas reações que irão resultar na decomposição de resíduos orgânicos, na ciclagem de nutrientes, na formação da matéria orgânica e na estruturação do solo. A partir disso, temos um solo com maior atividade biológica, que será o primeiro degrau na escalada da construção de um solo equilibrado. Quanto maior for a biodiversidade do nosso sistema, maior será o poder de resiliência das plantas e o potencial produtivo”, explica.

O planejamento da cultura, entretanto, vai além e deve contemplar ainda a escolha de cultivares adequadas a cada região, a seleção de sementes de alto vigor e livre de patógenos e o conhecimento dos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo para que haja tempo para o manejo correto. “Essa preparação favorece a diversidade microbiana benéfica e o desenvolvimento do sistema radicular”, orienta o especialista.

Impactos positivos

Todo esse preparo é capaz de minimizar os efeitos externos que podem impactar na produtividade da cultura, a exemplo do estresse hídrico, térmico ou até mesmo a salinidade do solo. A partir do momento em que se disponibiliza tecnologia natural para a planta, a atividade biológica do solo é favorecida, o que reflete em maior potencial produtivo.

Centro de Comunicação

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