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Levantamento do custo de produção de grãos no RS

CNA e Cepea levantam custos de produção de grãos no Rio Grande do Sul.

Lavouras de soja, cultivadas em área de sequeiro na safra 2019/20, foram fortemente castigadas pela seca.

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Técnicos do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reuniram na última sexta-feira (19), por videoconferência, produtores rurais do município de Bagé (RS) para levantar os custos de produção da soja nos sistemas de sequeiro e irrigado.

A coleta de dados foi realizada em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e contou com a participação de especialistas e representantes de sindicatos rurais e cooperativas da região. “O painel foi importante para conhecer o perfil da propriedade típica da região, além dos principais itens dos custos de produção e gargalos da atividade”, afirmou o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues.

Resultados preliminares do levantamento revelaram que as lavouras de soja, cultivadas em área de sequeiro na safra 2019/20, foram prejudicadas pela seca. De acordo com Rodrigues, a estiagem afetou 70% dos municípios gaúchos. Mais de 300 deles sinalizaram situação de emergência. Como reflexo, os produtores apontaram grande perda de produtividade das áreas de soja na região, fato que aumentou consideravelmente os custos de produção.

“Os produtores dessa modalidade colheram apenas 20 sacas de soja por hectare na safra 2019/20. A baixa produtividade repercutiu diretamente no Custo Operacional Efetivo, que alcançou R$ 100. Mesmo com receita média de R$ 93,80 por saca, os produtores não conseguiram pagar os desembolsos referentes aos custos de produção”, explicou o assessor.

Já a soja no sistema irrigado, a realidade apresentada foi satisfatória. O produtor colheu, em média, 60 sacas de soja por hectare. Segundo Rodrigues, com essa produtividade, os produtores conseguiram diluir o maior custo embutido a esse tipo de sistema e obter margens favoráveis.

No encontro, o produtor Felipe Dias destacou o interesse dos sojicultores da região em investir no modelo irrigado. Entretanto, questões ligadas ao licenciamento ambiental e à liberação de outorga de uso da água dificultam esse acesso.

FONTE: DATAGRO.

Cristina Crispa

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