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Juína dá início ao período de enxertia do cacau clonal

A tecnologia eleva a produtividade do cultivo.

Está aberto o período da enxertia do cacau em Juína. A previsão é de que as primeiras 12 mil mudas sejam enxertadas até o início de junho. As novas variedades, altamente produtivas, são resultado da parceria desenvolvida pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) com o município de Juína para a execução do Programa ‘MT Produtivo Cacau’. Das 300 mil mudas de cacau clonal previstas pelo programa, o Viveiro Municipal de Juína será responsável pela produção e entrega de 90 mil. Além de atender os produtores do próprio município, as mudas também serão enviadas aos agricultores familiares de Brasnorte, Castanheira e Juruena.

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A proposta da SEAF é estimular a revitalização da cacauicultura em Mato Grosso com o uso de tecnologias de melhoramento genético. A produção de mudas consiste na enxertia de hastes de clones superiores fundidas aos porta-enxertos, que por sua vez são produzidos a partir das sementes. O processo de desenvolvimento das mudas leva cerca de 180 dias até o plantio definitivo no campo. A tecnologia eleva a produtividade do cultivo, garantindo maior rendimento às áreas e cacaueiros mais resistentes às pragas e doenças.

O ‘MT Produtivo Cacau’ também conta com o apoio de viveiros municipais localizados em Alta Floresta e Colniza, responsáveis pela produção das mudas que serão entregues aos municípios de Aripuanã, Carlinda, Cotriguaçu, Nova Monte Verde, Novo Mundo, Paranaíta e Terra Nova do Norte. Em dezembro, o Governo de Mato Grosso oficializou o repasse de R$ 574 mil para a estruturação dos viveiros e outras ações. O município de Rondolândia também foi contemplado com o repasse de recursos para a aquisição de 15 mil mudas.

O programa tem a participação da EMPAER, responsável pela seleção dos produtores beneficiários e acompanhamento técnico das atividades, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e responsável pela difusão de tecnologia e por todo material genético, incluindo sementes e hastes para produção das mudas, além da parceria das Prefeituras Municipais. 

Somada à geração de renda, a legislação ambiental também respalda o agricultor sobre o uso do cacau para a recuperação de áreas degradadas e na recomposição florestal em áreas de reserva legal. O cacau é uma das principais espécies tropicais encontradas na região Amazônica, sendo o principal bioma formador das regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso.

FONTE: SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA FAMILIAR – SEAF.

Carine Colim

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Carine Colim

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