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Estudo avalia controle biológico em café

Alternativas para controle de pragas nos cafezais são avaliadas pela Epamig, em Minas Gerais.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) estuda estratégias diversificadas de manejo para o controle de pragas em diferentes culturas, dentre elas o café. O controle biológico é um método cada vez mais difundido na agricultura brasileira que busca combater as pragas com uso de inimigos naturais delas. A principal característica do controle biológico é não causar danos acumulativos à lavoura ou aos inimigos naturais do alvo do controle.

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O termo é bem antigo, datando de 1919, e envolve três formas de combate:clássico (importação), onde um inimigo natural de uma praga é introduzido na esperança de conseguir controle; indutivo (aumento), no qual uma grande população de inimigos naturais são administrados para controle rápido de pragas; e inoculativo (conservação), em que são tomadas medidas para manter inimigos naturais por meio do restabelecimento regular.

A pesquisa desenvolvida pela Epamig é a conservativa, utilizando plantas espontâneas (não cultivadas) na atração dos inimigos naturais. A técnica consiste em usar plantas preferencialmente nativas para fornecer pólen, néctar, abrigo, tudo que é necessário para aumentar as populações desses inimigos naturais. 

O estudo é realizado em Araponga, na Zona da Mata Mineira, e avalia o plantio consorciado de café com plantas que possuem estruturas produtoras de néctar que não estão diretamente relacionadas à polinização, como o ingá. Próximas às árvores de ingá, as plantas de café são mais protegidas contra o ataque de pragas como broca e bicho mineiro. “Na região, utilizamos um espaçamento médio 20 metros, e agora estamos realizando testes em outras regiões como o Cerrado Mineiro. A importância da pesquisa está em demonstrar que os nectários extraflorais de uma planta podem proteger também as plantas vizinhas”, explica a coordenadora do Programa de Pesquisa em Agroecologia da EPAMIG Madelaine Venzon.

O uso de insetos e fungos no combate a pragas também é avaliado. Trabalhos com predadores como formigas, vespas, parasitoides e fungos têm se mostrado eficazes para o combate do bicho mineiro e da broca do café. Madelaine esclarece que em algumas situações o controle biológico precisa ser combinado com o químico. “Especialmente, em áreas de monocultura. Entretanto em culturas como cana-de-açúcar e soja, os resultados do uso exclusivo de controle biológico têm sido bastante favoráveis”, informa.

FONTE: AGROLINK – Eliza Maliszewski.

Otavio Culler

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Otavio Culler

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