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Área de algodão sustentável no oeste baiano

Área de algodão sustentável no oeste baiano chega a 247 mil hectares.

Desde 2011, percentual de lavouras consideradas sustentáveis na região saltou de 21,1% para os atuais 77,7% do total.

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Com o objetivo de continuar avançando com a sustentabilidade na produção de algodão, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) começou a promover desde o início deste ano as vistorias junto às propriedades para checar a adoção dos critérios de sustentabilidade para a safra 2019/20.

Esta é a primeira etapa do trabalho de certificação desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), designado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) que atua em benchmarking com a entidade suíça Better Cotton Iniciative (BCI). Desde quando foi iniciado o programa ABR na Bahia, em 2011, a área classificada como sustentável saiu de 21,1% para os atuais 77,7% no Oeste da Bahia.

A expectativa é ultrapassar os 77,7% da área plantada da fibra que obteve a certificação na safra passada, contabilizando uma área total de 247.840 mil hectares, que vem cumprindo à risca a legislação ambiental e adotando critérios de sustentabilidade dentro e fora das propriedades.

A coordenadora do programa de sustentabilidade ABR/Abapa, Bárbara Bonfim, explica que a previsão é que esta primeira etapa do trabalho, que também incluiu a adesão e preparação de novos produtores para receberem a auditoria externa, deve ser finalizada até o próximo mês de abril. “As nossas equipes testam um total de 222 itens com parâmetros de sustentabilidade internacionais, ligado ao respeito dos trabalhadores no campo, a exemplo do cumprimento de normas de saúde e segurança; e da legislação trabalhista e de preservação de meio ambiente”, afirma.

Segundo o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, existe um engajamento dos produtores de algodão, que além de serem referência no emprego de tecnologia e na qualidade da fibra, também vem sendo reconhecido como sustentável pelo mercado consumidor. “Demonstramos que estamos no mesmo patamar de excelência do que os produtores concorrentes da Austrália e dos Estados Unidos, com o diferencial da qualidade, proporcionado pelo clima chuvoso no início da semeadura, e seco, na fase final da colheita, além do uso de tecnologia adequada no monitoramento e combate a pragas como o bicudo do algodoeiro”, explica. O programa ABR tem como alicerce o incremento progressivo das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas unidades produtivas de algodão na Bahia e em todo o Brasil, por meio das entidades ligadas à Abrapa.

FONTE: DATAGRO.

Douglas Carreson

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