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Clima e colheita devem beneficiar moagem de cana

Clima mais seco e adiantamento da colheita devem beneficiar moagem de cana no Centro-Sul.

Recuo das chuvas nos últimos meses de 2019 deram suporte aos trabalhos no campo.

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Recuo das chuvas nos últimos meses de 2019 deram suporte aos trabalhos no campo, elevando estimativa de processamento para 589,8 milhões de toneladas.

Precipitações mais brandas sobre as principais áreas canavieiras do Centro-Sul nos meses de novembro e dezembro de 2019 permitiram que as unidades produtoras processassem quantidades expressivas de cana em quinzenas que, normalmente, são marcadas volumes mais baixos.

Em meio ao contexto de clima mais favorável, a INTL FCStone elevou sua projeção de moagem em 1,1% frente à estimativa anterior, para 589,8 milhões de toneladas, número que também supera em 16,6 milhões de toneladas a moagem registrada no ciclo 2018/19.

“Até o fim de dezembro/19, cerca de 578,6 milhões de toneladas haviam sido moídas por usinas do Centro-Sul, alta anual de 2,9%. Agora, em meio à recente redução no ritmo de colheita, o grande ponto de atenção se volta ao volume que deve ser processado em março/20, o último mês da entressafra atual”, explica o analista de inteligência de mercado da INTL FCStone, Matheus Costa.

Os preços do etanol, especialmente do hidratado, têm mantido tendência de alta ao longo dos últimos meses, levando as cotações a patamares recordes. Destaca-se que mesmo com a produção expressiva do produto em 2019/20, a firme demanda pelo álcool combustível deve fazer com que os estoques ao fim da temporada fiquem mais apertados.

“Espera-se que usinas planejem adiantar o início da colheita a fim de aproveitar o cenário favorável de preços para o etanol, o que deve transferir parte da tonelagem que seria moída em abril/20 para março/20”, avalia Costa, em relatório.

Em relação ao ciclo 2018/19, o grupo também destaca o crescimento exponencial do etanol de milho e em meio à ampliação da capacidade de produção. A INTL FCStone estima que a disponibilidade industrial é de pouco mais de 1,9 milhão de m³, tomando janeiro/20 como base, enquanto a produção deve se consolidar em 1,6 milhão de m³, sendo 1,1 milhão de m³ de hidratado e pouco menos de 0,5 milhão de m³ de anidro.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA.

Cristina Crispa

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