Pecuaristas destacam interesse em sistemas integrados

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Segundo uma pesquisa elaborada pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP), mais de 90% dos pecuaristas que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) ou pecuária-floresta (IPF) no estado de São Paulo pretendem continuar utilizando esses sistemas que diversificam a produção ao gerar grãos e carne ou madeira e carne, por exemplo, em um mesmo espaço.

A pesquisa procurou identificar os fatores que levam propriedades paulistas a adotar ou não sistemas integrados de produção. O objetivo do levantamento foi saber o que leva um produtor rural a adotar ou não a integração. “Compreender o comportamento frente a essa inovação é relevante para se pensar em políticas públicas e em ações de transferência de tecnologias”, acredita a pesquisadora da Embrapa Marcela Vinholis, que coordenou o estudo.

Os que adotam a integração lavoura-pecuária (ILP) têm maior tempo de experiência com agricultura, participam de eventos agropecuários e de cooperativas agrícolas e recebem mais visitas da assistência técnica. Também possuem propriedades e rebanhos maiores, com estrutura robusta de máquinas agrícolas, e utilizam o crédito rural.

Já os produtores que adotam integração pecuária-floresta (IPF) caracterizam-se por propriedades e rebanhos menores, produção diversificada e menor dependência da renda agropecuária: 88% têm outra fonte de receita. Nesse grupo, o acesso ao crédito rural é menor.

A pesquisa da Embrapa foi realizada durante a safra 2016/2017. Foram entrevistados 175 produtores rurais de várias regiões do estado de São Paulo. Pouco mais da metade dos pecuaristas ouvidos, 52%, faz integração: 38% adotam lavoura-pecuária (ILP) e 14% pecuária-floresta (IPF).

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Fonte: Uagro

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