As espécies Lopesia mataybae, L. chapadensis e L. ubatubensis foram identificadas e descritas no Brasil.
As galhas são estruturas que se desenvolvem em tecidos de plantas devido ao ataque de alguns organismos indutores, que podem ser vírus, bactérias, fungos, nematoides, ácaros ou insetos. Podem favorecer o galhador no sentido de prover abrigo, proteção a fatores abióticos, parasitismo, patógenos, predação e/ou para obtenção de alimento. No caso dos insetos, as alterações são causadas por larvas e adultos após a postura de ovos ou alimentação do tecido vegetal, onde injetam substâncias e provocam alterações mecânicas.
É o que faz espécies do gênero Lopesia. O gênero inclui 26 espécies descritas mundialmente, sendo que 21 delas ocorrem no Brasil havendo registros nos Estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. No país, 11 famílias de plantas são relatadas como hospedeiras: Burseraceae, Clusiaceae, Chrysobalanaceae, Erythroxylaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Melastomataceae, Nyctaginaceae, Pontederiaceae, Sapotaceae e Dilleniaceae.
Este ano foi publicado na “Florida Entomologist” um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Carlos em que três espécies de plantas (Matayba guianensis, Andira vermifuga e Clidemia sp.) foram detectadas apresentando sintomas de indução de galha por Lopesia. As duas primeiras espécies vegetais eram localizadas em Mato Grosso (coletas feitas em 2012) e a terceira em São Paulo (coletas feitas em 2016).
Após a amostragem das partes sintomáticas, o material foi levado para laboratório para uma análise mais aprofundada. Os adultos e os estágios imaturos do inseto foram cultivados, dissecados e armazenados. De acordo com as características morfológicas, três novas espécies de insetos galhadores de Lopesia foram identificadas e descritas. Elas foram denominadas de Lopesia mataybae, L. chapadensis e L. ubatubensis. Este foi o primeiro caso de espécies de Lopesia induzindo galha em M. guianensis e em A. vermifuga.
O conhecimento sobre as interações ecológicas entre insetos e plantas é fundamental para o estabelecimento de manejo agronômico em função do potencial de dano econômico. Além disso, alguns insetos galhadores são responsáveis pela polinização de determinadas plantas, podem afetar plantas cultivadas e também podem servir de alimento para outros organismos. Isso mostra a importância do estudo sobre as galhas.
Fonte: DefesaVegetal.Net
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