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USDA corta estoques de soja dos EUA

USDA corta estoques de soja dos EUA, mas vê maior reserva de milho e trigo.

USDA divulgou nesta terça-feira uma revisão surpreendente em suas estimativas, cortando a previsão de oferta doméstica de soja.

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira uma revisão surpreendente em suas estimativas, cortando a previsão de oferta doméstica de soja, já que boas margens têm levado processadoras a aumentar o esmagamento.

O governo aumentou seu panorama para os estoques finais de trigo e milho, refletindo uma diminuição na demanda por ambos os grãos no setor de rações.

Os futuros da soja chegaram a subir a uma máxima desde 9 de março depois da divulgação do relatório. O milho e o trigo, por sua vez, permaneceram em território negativo.

Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA estimou os estoques finais de soja para o ano-safra 2017/18 em 550 milhões de bushels, 5 milhões a menos ante a previsão de março.

O USDA aumentou as estimativas para a soja usada para moagem em 10 milhões de bushels, para 1,970 bilhão de bushels. O USDA não mudou sua previsão para as exportações de soja dos EUA, deixando-as em 2,065 bilhões de bushels.

Analistas esperavam estoques finais de soja em 574 milhões de bushels, tendo por base uma média de estimativas de uma pesquisa da Reuters. Apesar da previsão menor do USDA, os estoques finais da soja ainda devem ser os segundos maiores já registrados.

O USDA também cortou sua estimativa para a safra de soja da Argentina em 7 milhões de toneladas, para 40 milhões de toneladas, e reduziu seu panorama de exportação para o importante fornecedor sul-americano em 2,60 milhões de toneladas, para 4,20 milhões de toneladas.

“Estamos tendo algum benefício com o que está acontecendo com a venda da safra (de soja) da Argentina, mas o suficiente para compensar negócios de exportação que perdemos na primeira metade do ano-safra”, disse Arlan Suderman, analista da INTL FCStone.

A expectativa de colheita no Brasil cresceu para 115 milhões de toneladas, ante 113 milhões de toneladas. As exportações brasileiras foram colocadas a 73,10 milhões de toneladas, 2,60 milhões a mais do que o esperado em março. Para o milho, o USDA elevou sua perspectiva de estoques domésticos finais para 2,182 bilhões de bushels, ante 2,127 bilhões em março.

O governo dos EUA reduziu sua estimativa para as safras de milho do Brasil e da Argentina e disse que a redução da concorrência deve impactar as exportações dos EUA durante a primeira metade do ano comercial 2018/19. Para o trigo, os estoques finais norte-americanos foram elevados para 1,064 bilhão de bushels, contra 1,034 bilhão de bushels anteriormente.

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FONTE: REUTERS.

Otavio Culler

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