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Expectativas positivas para a pecuária em 2018

João Paulo Porto, parceiro da ASSOCON, tem expectativas positivas para a pecuária em 2018

Pecuarista há 38 anos, João Paulo Canto Porto, 77 anos, é um exemplo de que mudar é preciso. Além de ser um experiente confinador, há 8 anos investe na integração lavoura pecuária, cultivando sorgo, soja, milho e feijão em uma de suas propriedades rurais. O investimento já ocupa cerca de 3.500 hectares de sua fazenda, a Santa Helena, situada no município de Jussara (GO), 265 km a oeste de Goiânia, cuja área, desde 1986, era ocupada totalmente com pastagens. Porto é parceiro da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON) e destaca as lutas da entidade como sendo primordiais para o avanço da cadeia da carne bovina no país, bem como para dar voz aos interesses dos produtores rurais perante os órgãos governamentais que regularizam a atividade.

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Outra propriedade rural de Porto fica em Barra do Garça (MT). Adquirida em 1992, a Fazenda Kênia obtém alto índice de natalidade de bezerros. Com mais de 30 anos de experiência no agronegócio, o pecuarista aproveita os ganhos proporcionados pela integração agricultura-pecuária para se aprimorar no cruzamento entre raças.

O destaque é a Fazenda Santa Helena, em Jussara, que desde sua fundação é pioneira no cruzamento das raças Canchim e Nelore, com o objetivo de produzir animais precoces e super-precoces, tornando-se referência no setor. Atualmente, a propriedade abate cerca de 15 mil cabeças por ano e trabalha com agricultura de precisão no cultivo de grãos. “São fazendas com alto nível de tecnificação. Nosso foco é o confinamento e a produção de gado da mais alta qualidade”, relata Porto.

Ele explica que o investimento na agricultura não significa que tenha se desencantado com a pecuária de corte. Pelo contrário, o produtor recorreu às lavouras exatamente para dar suporte ao processo de intensificação da principal atividade econômica explorada.

Porto explica que a receita para o sucesso é trabalhar muito, investir em tecnologias para gerar carne de boa qualidade e ter pessoas competentes e qualificadas. “Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Se hoje o negócio evoluiu, é porque contei com a dedicação e o comprometimento de todos os envolvidos”.

O pecuarista também faz questão de destacar a importância das ações de entidades de classe, como a Assocon, que atuam no fortalecimento da pecuária intensiva e dos produtores rurais. “A Assocon procura auxiliar ao máximo os seus associados, o que nos dá um suporte muito importante para melhorar o negócio como um todo”.

Quanto a 2018, João Paulo Canto Porto é otimista. “Já é possível notar uma leve recuperação do mercado, que esboça sinais positivos para os próximos meses. Não só esperamos que seja um ano de retomadas, mas também de grandes avanços para o setor pecuário”.

Monique Oliveira

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