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MS inicia em 2018 a última etapa do seu zoneamento

Conhecimento das variações é fundamental.

No dia 4 de dezembro, equipe da Embrapa, sob a coordenação do pesquisador Silvio Bhering, esteve em Campo Grande (MS), onde se reuniu com representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) a fim de ajustar detalhes operacionais para a imediata implementação do Convênio de Cooperação Técnica a fim de finalizar o Zoneamento Agroecológico (ZAE) do Mato Grosso do Sul.

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Essa etapa começará em janeiro de 2018, com prazo de execução de 42 meses, abrangendo os 46 municípios que não foram contemplados nas duas etapas anteriores, cobrindo uma área de 146.419 km2. Nessa fase os estudos se concentrarão na região da Bacia do Rio Paraná, porém, serão integrados com os estudos das etapas anteriores qaundo foram mapeados 32 municípios da Bacia do Rio Paraguai.

Os ZAEs contribuem para o planejamento de uso e ocupação sustentável das terras e o ordenamento territorial das atividades agropecuárias, florestais e de conservação e recuperação dos sistemas naturais, visando a melhoria do planejamento estratégico governamental, da qualidade de vida do homem e da sustentabilidade do sistema produtivo.

O estado do Mato Grosso do Sul apresenta condições agroecológicas com grandes variações ambientais relativas às potencialidades de exploração agrossilvipastoril e de degradação ambiental. O conhecimento destas variações é fundamental quando se pretende implantar estratégias de desenvolvimento rural em bases sustentáveis.

Baseado na caracterização e quantificação de ofertas e restrições físicas, bióticas e climáticas com dados primários de solos, o ZAE-MS possibilitará orientar a ocupação, o uso e o manejo ambiental de forma integrada, considerando o conjunto e a interação dos recursos naturais que coexistem nas diferentes paisagens. Nessa etapa, o zoneamento incorporará conceitos de Agricultura de Baixo Carbono, Integração Lavoura/Pecuária/Florestas e Serviços Ambientais, empregando técnicas de mapeamento digital e fazendo uso intensivo de geotecnologias.

Adicionalmente, será gerado um amplo acervo de dados e informações ambientais, em particular de solos, com o mapeamento na escala 1:100.000, a ser disponibilizado à sociedade. “Merecem destaque neste projeto o seu pioneirismo na adoção plena de tecnologias de mapeamento digital de solos, na Interpretação do Potencial das Terras do Estado para Agricultura Irrigada, a sua plena inserção no âmbito do Programa Nacional de Solos do Brasil, PronaSolos, uma política de mapeamento estratégico de solos para planejamento de uso e conservação dos solos do Brasil, além do forte viés de capacitação de recursos humanos e na transferência de tecnologia”, revela Silvio Bhering

Além da Embrapa Solos, são parceiros no ZAE-MS a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com o apoio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Universidade do Estado do Mato Grosso do Sul (Uems), do Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja (Fundems) e da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).

Resultados Alcançados

As fases já completas do ZAE-MS, encerradas em 2012, representam aproximadamente 50% da área do estado, abrangendo 32 municípios, principalmente da Bacia do Rio Paraguai, na escala 1:100.000, tendo sido produzidos cerca de 600 mapas e 3000 páginas de estudos técnicos.

FONTE: EMBRAPA.

Douglas Carreson

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