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?Somente 8% dos produtores de milho fazem o refúgio

Por Priscila Machado

Uma pesquisa realizada pela consultoria Spark em sete estados produtores revelou que, apesar da necessidade de adotar áreas de refúgio para preservar a biotecnologia no campo, apenas 8% dos produtores de milho o fazem de maneira adequada. A principal motivação desses agricultores é a manutenção da eficiência, durabilidade da tecnologia e diminuição de insetos resistentes ao Bt.

Há ainda 10% de produtores que fazem o refúgio de maneira equivocada, ou seja, não utilizam o percentual correto de sementes não Bt ou implementam o refúgio a uma distância maior que a indicada. Por isso, vale reforçar que existe uma recomendação do Grupo Técnico-Científico sobre Manejo de Resistência de Insetos-Praga a Proteínas Bt (GTMR), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (MAPA), de que pelo menos 10% do total da área seja plantado com milho não Bt. É fundamental ainda que o milho não Bt seja plantado, no máximo, a 800 metros de distância do milho Bt (distância baseada na dispersão da lagarta-do-cartucho no campo).

Os produtores consultados pela Spark disseram que a principal desvantagem em se fazer o refúgio é a dificuldade no manejo, problema que eles estão buscando contornar com um melhor planejamento e monitoramento da safra. Mesmo apontando algumas dificuldades para a adoção, durante o levantamento seis em cada 10 produtores citaram espontaneamente que plantaram híbridos não Btvisando fazer refúgio.

Mais informação

Quase 100% dos produtores entrevistados responderam que haviam sido orientados sobre a área de refúgio. A maioria conta com o apoio de um agrônomo da revenda ou o técnico da cooperativa. Em menor percentual também foram citados como ponto de apoio o representante da empresa de semente e o consultor ou agrônomo da propriedade.

Os agricultores também estão buscando informações sobre o refúgio de forma ativa. Nesse sentido, a principal ferramenta utilizada tem sido a participação em palestras e congressos, como os eventos que contam com a organização e participação da equipe do Programa Boas Práticas Agronômicas. Sites como o do Boas e das empresas de sementes também têm sido usados como referência e fonte de informação para os agricultores.

Fonte Revista cultivar

gustavo henrique leite mota piesanti

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