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Estudo alerta sobre pontos de entrada de lagarta no Br

Um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) alerta para eventuais pontos de entrada da lagarta conhecida como Chilo partellus. A praga pode prejudicar lavouras como milho, sorgo, arroz, trigo e cana-de-açúcar.

De acordo com a Embrapa, a lagarta é originária da Ásia e já existem registros de sua ocorrência na África, Oriente Médio e na Austrália. No Brasil, é catalogada como praga quarentenária A1, que identifica ameaças potenciais para o campo, mas que não estão presentes no território nacional.

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Na fase adulta, a Chilo partellus é uma mariposa. No entanto, os maiores danos são causados na fase jovem, ainda como lagarta. “Os ataques mais severos ocorrem em cultivos de milho e sorgo, variando de acordo com o local”, conta a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Maria Conceição Pessoa, uma das autoras do trabalho, em nota divulgada pela empresa nesta terça-feira (18/10).

Para exemplificar os riscos, os pesquisadores relatam que áreas com milho e sorgo na África do Sul com perdas de mais da metade da produção. Em Moçambique, lavouras de milho tardio chegaram a ter quebras de 70% por causa da praga.

No território brasileiro, informam que a região mais vulnerável à lagarta vai da fronteira com o Paraguai, até a região de Sorocaba, no interior de São Paulo. Esses locais associam clima favorável e a presença de culturas que são tipicamente atacadas. Mas há outros possíveis pontos. Entre eles, o Rio Grande do Sul – por causa das lavouras de arroz – além de uma faixa litorânea entre Sergipe e o Rio Grande do Norte e áreas ao norte e leste de Roraima.

Para os estudiosos, esse “mapeamento” dos potenciais pontos de entrada da Chilo partellus podem servir de subsídio para a defesa agropecuária nacional. A nota da Embrapa informa que, em parceria com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, devem ser priorizadas em planos de contingência e fiscalização 20 pragas que não estão no país mas que podem causar forte impacto no sistema produtivo.

“O ingresso da praga, sem o conhecimento prévio de sua biologia, comportamento ou de alternativas para a correta detecção, contenção e controle inicial, poderia causar danos significativos, inclusive pela demora na sua identificação de presença nos cultivos, podendo causar sérios problemas locais de ordem econômica”, diz a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Jeanne Marinho Prado, no comunicado.

fonte revista globo rural

gustavo henrique leite mota piesanti

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