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Diferença de produtividade em 77 sacas

A colheita da segunda safra de milho, em Mato Grosso, chegou a 50% da área plantada e o resultado extraído das lavouras segue surpreendendo pela heterogeneidade das produtividades, mesmo quando os produtores consideram as médias de suas áreas. Conforme dados levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), desde o início da colheita, há intervalo bastante considerável entre as produtividades máximas e as mínimas em todas as macrorregiões do Estado. As diferenças nesse ciclo assustam pelo volume de sacas perdidas na comparação das médias de rendimento máximo e mínimo nas safras 2014/15 e 2015/16 que vão de 45 sacas por hectare (sc/ha), a 50 sc/ha, 53 sc/ha e até a 77 sc/ha.

“O médio-norte, por exemplo, maior produtor de grãos de Mato Grosso, apresentou até o último levantamento realizado no dia 14, uma média na diferença entre a produtividade máxima e a mínima de 50 sc/ha, bastante acima das 21 sc/ha vistas na safra 2014/15. Já o nordeste do Estado, região que sofreu os maiores impactos climáticos, apresenta a maior heterogeneidade na produtividade, com uma diferença entre a máxima e a mínima de 77 sc/ha, enquanto que na safra passada foi de 24 sc/ha”, pontuam os analistas do Imea, por meio do Boletim Semanal do Milho, divulgado na última segunda-feira.

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Ainda como destacam os analistas, outro ponto que chama à atenção é que neste ano as produtividades médias, segundo informe de agentes atuantes no interior do Estado, estão mais próximas das mínimas, reflexo do estresse hídrico que as plantas sofreram enquanto se desenvolviam, o que serve como mais um indicador de que esta safra será menor do que as expectativas iniciais.

Em dados recentemente revisados, o Imea reajustou as projeções de produtividade e produção ao milho segunda safra no Estado. Mesmo com a consolidação da área plantada em 4,24 milhões/ha, superfície histórica, a média de produtividade em Mato Grosso ficou estimada em 79,4 sc/ha, 4,8% inferior à última estimativa e 26,9% inferior em relação à safra passada. Com os consideráveis reajustes realizados na produtividade estimada, a produção apresentou um recuo de 4,8% ante a última estimativa, ou 1,02 milhão de toneladas, ficando estimada em 20,22 milhões de toneladas. Se comparado ao que se viu na safra 2014/15, a queda é de 22,9%, ou 5,97 milhões de toneladas.

Fonte: Diário de Cuiabá.

Otavio Culler

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