Milho tem o menor estoque final dos últimos seis anos?

Compartilhar

Milho: O menor estoque final dos últimos seis anos?

Na primeira projeção deste ano (12 de janeiro, quarto levantamento de safra), a CONAB já previa que o milho produzido na safra 2015/16 sofreria redução (então de quase 3%) em relação à safra recorde de 2014/15. Como se viu pelo último levantamento, de junho corrente (tabela abaixo), essa redução anda, no momento, em torno dos 10%, não sendo surpresa esse índice ser superado nos levantamentos futuros.

O que se observa a partir daí é que, mesmo com o aumento das importações (ora estimadas em 1 milhão de toneladas), o suprimento total do grão retornará aos níveis de 2014, aproximadamente, enquanto o estoque final da safra recuará para o terceiro menor nível dos últimos seis anos, apenas superando os estoques de 2011 e 2012. Porém, nada impede que a presente safra seja encerrada com o menor estoque final do período analisado. Algumas indicações nesse sentido, partindo das estimativas mais recentes:

O consumo interno previsto apresenta a menor variação anual em cinco anos: +0,68%. Contra, por exemplo, aumento de 2,74% no ano passado ou de 6,93% em 2012. Ou seja: o consumo interno pode estar subestimado. Mas o principal indicador de que os estoques finais da presente safra serão menores que os projetados está nas previsões de exportação.

Para a CONAB, depois de aumentarem 44% em 2015, as vendas externas do grão recuarão mais de 15% em 2016. Só que as exportações acumuladas nos cinco primeiros meses de 2016 (dados da SECEX/MDIC) já são 108% maiores que as de idêntico período de 2015, totalizando 12,239 milhões de toneladas. E se a média desses cinco meses (perto de 2,450 milhões de toneladas) for projetada para a totalidade de 2016, chega-se a volume muito próximo dos 30 milhões de toneladas de 2015. Uma possibilidade que – não se pode ignorar – quase zeraria o estoque final da presente safra se, concomitante a ela, o consumo interno for maior que o previsto.

Anuncio congado imagem

Frente à produção norte-americana (mais de 300 milhões de toneladas anuais), pode-se considerar irrisória a produção brasileira de milho. Mas a “descoberta” do produto do Brasil pelo mercado internacional deve estimular o aumento da produção e diminuir a grande diferença hoje existente entre Brasil e EUA.

Isso, porém, demanda algum tempo. E, como já observou um analista do setor, não se deve contar com a volta dos preços do milho a patamares que tornavam baratos os produtos da avicultura e da suinocultura.

Tal condição, obviamente, exige a máxima temperança na arte de produzir frangos e ovos. Porque os dois alimentos já não contam com a acessibilidade de preços que sempre os diferenciou de outros produtos de origem animal. O que é uma pena. Para a avicultura, mas principalmente para os consumidores brasileiros.

Fonte: Avisite.


Compartilhar

🚀 Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? ✅ 👉🏽 Para isso é só entrar em nosso canal do WhatsApp ( clique aqui ), e no grupo do WhatsApp ( clique aqui ) ou Telegram Portal Agron ( clique aqui ), e no nosso Twitter ( clique aqui ) . 🚜 🌱 Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias ( clique aqui )

  • Se o artigo ou imagem foi publicado com base no conteúdo de outro site, e se houver algum problema em relação ao conteúdo ou imagem, direitos autorais por exemplo, por favor, deixe um comentário abaixo do artigo. Tentaremos resolver o mais rápido possível para proteger os direitos do autor. Muito obrigado!
  • Queremos apenas que os leitores acessem informações de forma mais rápida e fácil com outros conteúdos multilíngues, em vez de informações disponíveis apenas em um determinado idioma.
  • Sempre respeitamos os direitos autorais do conteúdo do autor e sempre incluímos o link original do artigo fonte. Caso o autor discorde, basta deixar o relato abaixo do artigo, o artigo e a imagem será editado ou apagado a pedido do autor. Muito obrigado! Atenciosamente!
  • If the article or image was published based on content from another site, and if there are any issues regarding the content or image, the copyright for example, please leave a comment below the article. We will try to resolve it as soon as possible to protect the copyright. Thank you very much!
  • We just want readers to access information more quickly and easily with other multilingual content, instead of information only available in a certain language.
  • We always respect the copyright of the content and image of the author and always include the original link of the source article. If the author disagrees, just leave the report below the article, the article and the image will be edited or deleted at the request of the author. Thanks very much! Best regards!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo protegido!