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Dia do Solo alerta para a conservação do recurso

Comemorado em 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo traz à tona a necessidade de conservação das áreas férteis no mundo, essenciais para que a produção agrícola acompanhe o crescimento populacional. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 33% dos solos no planeta já foram degradados. Só na América do Sul, o problema compromete 14% das terras.

Todos os envolvidos na indústria agrícola – agricultores, ambientalistas e cientistas – estão se aperfeiçoando no que as Nações Unidas chamam de “nosso aliado silencioso na produção de alimentos”. É assim que o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva, destaca o solo, considerado um alicerce na busca pela sustentabilidade global. O esforço recebeu um impulso adicional em 2015, designado como o Ano Internacional dos Solos.

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95% dos alimentos no mundo são provenientes do solo. Quando analisado sob a projeção de 9 bilhões de pessoas para alimentar em 2050 – e da necessidade de se produzir entre 70 e 100% mais alimentos para atender a demanda – a preservação dos solos é crucial. A conservação das áreas férteis, entretanto, depende do seu equilíbrio microbiológico e da manutenção dos microrganismos nele presentes.

“Quanto mais heterogênea for a população de microrganismos no solo, mais rico e equilibrado ele vai ser”, explica Ney Ibrahim, diretor comercial da Alltech Crop Science no Brasil, empresa especializada em biotecnologia para a agricultura que aderiu ao ano de conscientização e desenvolve atividades relacionadas ao tema. “Alimente o solo e você estará alimentando o mundo”, complementa o diretor global empresa, Robert Walker.

Estudo realizado pela American Society for Microbiology, com apoio da Alltech Crop Science, mostra ainda que os microrganismos presentes no solo propiciam às plantas aquisição de nutrientes, resistência a patógenos, a predadores e ao estresse ambiental. Consequentemente, contribuem para o desenvolvimento e o rendimento dos cultivos, produzindo alimentos mais saudáveis.

Conforme Ibrahim, a população microbiológica é ameaçada pela utilização inadequada de defensivos que diminuem a diversidade benéfica do meio. O ideal, segundo ele, é a aplicação de soluções de origem natural de baixo impacto ambiental. “O uso excessivo de herbicidas, fungicidas e bactericidas destrói a microflora do solo e impede seu equilíbrio, dando a oportunidade para que doenças apareçam”.

Na avaliação de Walker, é necessário estudar soluções inovadoras, já que práticas agrícolas ultrapassadas degradaram terras no mundo todo. “Se esses métodos continuarem, em 60 anos não teremos mais agricultura, como aponta levantamento da ONU. Por isso, precisamos recuperar o solo com novas tecnologias e enxergar o agronegócio em longo prazo”.

Gabriela Luisa Titon

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Gabriela Luisa Titon

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