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Bovinocultura de corte e cana-de-açúcar

Bovinocultura de corte e cana-de-açúcar apresentam crescimento positivo no primeiro semestre.

As cadeias produtivas de bovinocultura de corte e cana-de-açúcar apresentaram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), no primeiro semestre deste ano, de 2,70% e 1,71%, na comparação com o mesmo período de 2014, totalizando receitas de R$ 185,4 bilhões e R$ 108,5 bilhões, respectivamente. Já o algodão, a pecuária de leite e a soja recuaram nos primeiros seis meses do ano. A maior retração foi observada no desempenho da fibra, de 10,53%.

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Estes dados fazem parte de estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que analisou o comportamento do PIB dos cinco produtos, tendo como referência a conjuntura econômica do período, com base no desempenho dos elos da cadeia produtiva: insumos, atividade primária (dentro da porteira), agroindústria e serviços (distribuição).

No caso da bovinocultura de corte, a expansão é atribuída aos preços da carne bovina, que estão 7,56% superiores aos de 2014, o que fez com que a renda na atividade primária crescesse 3,72% no primeiro semestre. “A baixa oferta de animais e a recuperação das exportações refletiram as consecutivas altas no preço do boi vivo, que atingiram patamares recordes em toda a cadeia (bezerro, boi gordo e carne bovina)”, explica o estudo.

A indústria de abate de bovinos também refletiu no comportamento da bovinocultura de corte, com alta de 4,92% no primeiro semestre de 2015. “Depois de atingir recordes em abril, os valores praticados nos diferentes elos da cadeia pecuária bovina se enfraqueceram em junho, mas ainda permaneceram em patamares superiores aos registrados no mesmo período de 2014”.

O PIB da cadeia da cana-de-açúcar cresceu em todos os elos da cadeia produtiva, principalmente no setor de serviços (2,88%), resultado do crescimento na produção primária e na indústria. No segmento de insumos, o desempenho positivo é reflexo da alta dos preços dos fertilizantes, atrelados ao dólar, e do óleo diesel. O aumento da produção e da produtividade dos canaviais também refletiu positivamente no desempenho do setor.

As cadeias produtivas do algodão, da soja e da bovinocultura de leite tiveram quedas de 10,53%, 2,26% e 6,76%, respectivamente. O PIB do algodão caiu em todos os segmentos, sendo a maior retração observada na produção primária, de 25,94%, por conta na queda de preços e de volume produzido. No caso da soja, apesar do resultado positivo nas áreas de insumos e serviços, houve baixa de 14,32% nos preços em relação a 2014, aliada ao excesso de produção e à alta dos custos com fertilizantes. A agroindústria de soja teve o pior desempenho, com queda de 15,02%.

Na bovinocultura de leite, a maior retração ocorreu no setor primário (10,41%), em razão da queda da produção do leite cru, de 5,84% na comparação com o ano passado, além da queda dos preços. “Com preços em queda e custos em alta, a atividade leiteira tem se tornado inviável a muitos produtores, em especial de pequena escala, que têm optado por abater as vacas, frente aos preços atrativos da arroba”, conclui o documento da CNA e do Cepea.

Fonte: Canal do Produtor.

Romulo

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