Focar somente em uma atividade dentro da propriedade pode ser menos trabalhoso para o produtor. Porém, os riscos de arcar com possíveis prejuízos que podem ocorrer em uma atividade são maiores. Diversificar a produção, ou seja, fazer mudanças constantes de atividade e ter duas ou mais ações em uma propriedade pode oferecer uma condição que muitos produtores buscam: segurança.
Além de fazer bem para o solo, a diversificação da produção deixa a propriedade economicamente viável, segundo avalia o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Carlos Hugo Godinho. Com a adoção de mais de uma atividade, o especialista explica que o produtor consegue diluir os custos e elevar a sua lucratividade.
Godinho afirma que muitos produtores estão se especializando em duas ou mais atividades. Segundo ele, um dos segmentos de destaque como alternativa positiva é a avicultura de corte, que pode ser junto com a produção de laranja, por exemplo. Em um curto espaço, o agricultor pode se inserir na criação de aves, segmento que, com o apoio das integradoras, tem se mostrado rentável.
Mas Godinho afirma que muita gente não tem conhecimento específico para a adoção de outra atividade. Por isso, é sempre importante buscar informações sobre a atividade antes mesmo de iniciar o projeto. Essa dificuldade é um dos principais gargalos da diversificação de produção, que pode aglutinar diferentes atividades com bom potencial de mercado. “Os segmentos de aves, suínos e leite têm remunerado bem”, assinala o especialista.
Ele completa que o Paraná tem se mostrado um Estado que diversifica bem a sua produção. Apesar de 30% do Valor Bruto de Produção (VBP) corresponder somente ao segmento soja, Godinho observa que o Paraná possui diversos tipos de atividades espalhadas por todo território, como laranja e mandioca no Noroeste, leite nos Campos Gerais, hortigranjeiros na região metropolitana de Curitiba (RMC), entre outros.
Osvaldo Marques de Oliveira, produtor na região de Jaguapitã (Norte), tem duas atividades. A principal é a produção de frangos de corte, tendo a bovinocultura de corte como complemento de renda. O aviário possui capacidade de alojar 50 mil aves e atualmente o rebanho bovino totaliza 48 cabeças.
“Trabalho dá, mas o gado nos oferece uma renda extra”, destaca o produtor. Oliveira já pensou também em criar carneiro, mas ao ver a relação custo-benefício acabou por optar pela produção das carnes de boi e frango em uma área de 9,6 hectares.
Marcos Chinaglia, produtor na região de Cambé (região metropolitana de Londrina) aliou a produção de frango de corte com a agricultura para conseguir manter uma renda constante durante todo o ano. Ele afirma que a agricultura traz retorno a cada seis meses, já a avicultura a cada 60 dias. “Só com a produção de grãos não dá para se manter”, diz o produtor que recomenda a diversificação. Ao todo, ele possui dois aviários de 600 m² cada, com capacidade de 8 mil aves por unidade. Para o cultivo de grãos, Chinaglia destina uma área de 8,4 hectares.
Fonte: Folha Web. Autor: Ricardo Maia.
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