Cheia prolongada dos rios causa prejuízos a criadores de gado do AM.
Cheias estão cada vez maiores e com períodos mais longos. Mortes em atoleiro e por falta de comida têm reduzido o tamanho do rebanho. Neste ano, a época das cheias está ainda mais difícil no Amazonas. O período é esperado por quem cria gado, mas a água está demorando a baixar. Sem pastagem, os animais perdem peso rapidamente. Desde o início da enchente, no mês de maio, o rebanho está praticamente dentro do Rio Solimões, no município de Manacapuru. O criador Raimundo Bento disse que não teve como levar para terra firme e tem que enfrentar o risco de perder animais. “Já perdi animais por causa de piranha, jacaré e arraia”.
Outros produtores também mantêm o gado na várzea alagada pela cheia dos rios no Amazonas. A solução foi construir um pasto suspenso, chamado de maromba, onde o rebanho fica suspenso. Em Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus, o gado que está em terra firme arranca o que pode do campo. Os animais estão muito magros. Alguns já estão sem forças. Em uma propriedade da região, 50 animais dividem apenas dois baldes de ração por dia.
“Complicou bastante. A gente pensava que ia ser uma cheia pequena. Dificultou muito. O gado ficou debilitado. A gente já perdeu quatro esse ano”, lamenta Diego Maciel, gerente da fazenda. As cheias na região estão cada vez maiores e com períodos mais longos. Muitas fazendas permanecem completamente alagadas, mesmo com o nível do rio dando sinais de que está baixando. Nas áreas onde o Rio Amazonas começou a baixar o criador aproveita cada pedaço de terra que volta a aparecer.
Mas há um grande problema neste período em que o rio desce: a terra surge completamente encharcada, o que aumenta o risco da perda de animais atolados. Mortes por atoleiro, ingestão de plantas tóxicas e falta de alimentação têm reduzido o rebanho de Itaquatiara. Hoje, são 75 mil cabeças. “Nos últimos anos foi identificada uma queda de 8% no rebanho. Então, a gente vê que não vem sendo suficiente na medida em que os produtores estão tomando”, diz Juciléia Faria, fiscal da Agência de Defesa Agropecuária Florestal – AM.
Fonte: Portal G1/AM.
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