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Produtividade é a saída para café brasileiro

Para especialistas, país não precisa ampliar área para atender crescimento de 1,5% a 2% ao ano.

Para atender a crescente demanda internacional e se manter competitivo no exterior, o Brasil não precisa ampliar a área destinada aos cafezais, mas sim, produzir mais por hectare. A avaliação é dos participantes deste mercado, que discutiram as tendências para o grão em evento promovido pela BM&FBovespa e Ministério da Agricultura, em São Paulo, nesta terça (16/6).

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Se os rendimentos do campo, que hoje estão entorno de 22 sacas por hectare, aumentarem, os custos seriam diluídos, sobrando mais lucro para os produtores. “Se conseguíssemos uma média de 40 sacas por hectare, os custos de produção cairiam de cerca de R$ 400 por saca para R$ 250 por saca. Se crescermos em cinco sacas por hectare, teríamos uma oferta 10 milhões de toneladas superior”, projetou Carlos Brando, da P&A marketing internacional.

O ganho dos rendimentos, segundo ele, está mais relacionado à disseminação de tecnologias já existentes, especialmente para pequenos produtores. “O pequeno tem vantagens que o grande não tem: pode trabalhar melhor a irrigação, guardando toda a água da chuva necessária e adotando técnicas de sombreamento, por exemplo, que aceleram o período de maturação. A agricultura de precisão também é uma ferramenta que pode redimensionar a produtividade”, disse. Brando ainda destacou a necessidade de tecnologias para viabilizar a cafeicultura de montanhas, como em regiões do Espírito Santo e ao sul da Bahia.

Nos últimos anos, o consumo mundial de café tem crescido de 1,5% a 2% ao ano.  Nesse ritmo, em dez anos a necessidade de oferta será de 30 milhões de sacas a mais do que é hoje.  “A porta de entrada para o consumo em novos mercados é predominante pelo café conilon, ou robusta. A variedade também oferece maior remuneração ao produtor, porque os custos são reduzidos em relação à variedade arábica. Já nos consolidados, que crescem menos,  a tendência é do aumento no consumo das variedades gourmet”, acrescentou Rodrigo Corrêa da Costa, do banco Société Générale.

Segundo ele, a volatilidade na produção do grão dificulta o planejamento do negócio. “Precisamos caminhar para uma média estável de 60 milhões de toneladas, mas isso não vai acontecer em 2020.”

Devido a uma quebra na produção brasileira, provocada pela seca, a expectativa do mercado é que a oferta e, 2015 será inferior ao consumo em mais de 7 milhões de sacas. Para os especialistas, a produtividade e a colheita serão retomados a partir da próxima safra.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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